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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/81414| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Intensidade da dor e pico de torque em diferentes amplitudes de extensão do joelho contra resistência em pessoas com dor patelofemoral: um estudo transversal |
| Título em inglês: | Pain intensity and peak torque at different knee extension ranges against resistance in people with patellofemoral pain: a cross-sectional study |
| Autor(es): | Brilhante, Ronieri Melo |
| Orientador: | Almeida, Gabriel Peixoto Leão |
| Palavras-chave em português: | Síndrome da dor patelofemoral;Treinamento resistido;Força muscular;Músculo quadríceps |
| Palavras-chave em inglês: | Patellofemoral pain syndrome;Resistance training;Muscle strength;Quadriceps muscle |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL |
| Data do documento: | 2025 |
| Citação: | BRILHANTE, Ronieri Melo. Intensidade da dor e pico de torque em diferentes amplitudes de extensão do joelho contra resistência em pessoas com dor patelofemoral : um estudo transversal. 2025. 67 f. Dissertação (Mestrado em Fisioterapia e Funcionalidade) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/81414. Acesso em: 27 jun. 2025. |
| Resumo: | A dor patelofemoral (DPF) é caracterizada por dor peripatelar e/ou retropatelar de início insidioso e exacerbada em atividades que aumentam a sobrecarga na articulação petelofemoral, como agachar, saltar e descer escadas. A DPF acomete 22,7% na população geral, sendo mais comum em mulheres e adolescentes. O fortalecimento do quadríceps é amplamente recomendado no tratamento da DPF. No entanto, estudos biomecânicos têm trazido divergências sobre a força de reação e estresse na articulação patelofemoral na extensão do joelho em cadeia cinética aberta com recomendação de amplitude limitada entre 90°-45° de flexão. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi comparar a intensidade da dor e pico de torque na extensão do joelho contra resistência máxima em diferentes amplitudes no dinamômetro isocinético em pessoas com dor patelofemoral. Foram incluídas cem pessoas de 18 a 35 anos com dor patelofemoral, com sintomas há mais de 3 meses e intensidade da dor maior que 3. Todas realizaram avaliação com 10 repetições máximas e velocidade de 60°/s no dinamômetro isocinético (Biodex System Pro) em três amplitudes (45°-0°; 70°-25°; 90°-45°) seguindo uma ordem de execução aleatorizada. A intensidade da dor foi mensurada com a escala numérica de dor durante os intervalos entre as séries, com duração de 2 minutos. As comparações da intensidade da dor nas diferentes amplitudes de execução assim como as comparações do pico de torque do quadríceps foram realizadas através de equações de estimação generalizada –(EEG). Idade em anos, sexo (masculino/feminino), IMC, duração dos sintomas em meses, dor prévia (intensidade da dor [END] no último mês) e cinesiofobia pela escala de Tampa foram adicionadas como covariáveis no modelo 1. Como o pico de torque dos extensores foi normalizado pelo peso corporal, removemos o IMC como covariável no modelo 2, permanecendo as outra variáveis do modelo 1. Nossos resultados mostram que houve efeito significativo da amplitude de extensão do joelho sobre a intensidade da dor em pacientes com dor patelofemoral (P< ,01). A amplitude 70°-25° apresentou maior intensidade da dor comparada a 90°-45o (diferença média = 1; 95% CI, ,4 a 1,6). Também houve um efeito significativo da amplitude sobre o torque dos extensores do joelho (P = ,02). A amplitude de 45°-0o apresentou menor torque comparado a amplitude de 70°-25o (diferença média = -27,5 Nm/kg; 95%CI, -32,5 a -22,5) e 90°-45o (diferença média = -29,9 Nm/kg; 95%CI, - 36,4 a -23.3). O efeito da amplitude sobre a intensidade da dor depende da dor prévia (P = ,001), enquanto o impacto da amplitude sobre o pico de torque varia de acordo com o sexo (P < ,001).a intensidade da dor e o pico de torque dos extensores do joelho em pacientes com dor patelofemoral são influenciados pela amplitude de movimento durante o exercício sem sustentação do peso. Esses achados indicam que a escolha da amplitude de execução deve ser individualizada, considerando a sintomatologia e o perfil clínico do paciente. Este estudo complementa a literatura atual e contribui para o aperfeiçoamento das intervenções relacionadas ao fortalecimento do quadríceps, melhora da capacidade funcional do joelho e funcionalidade do indivíduo. |
| Abstract: | Patellofemoral pain is characterized by insidious-onset peripatellar and/or retropatellar pain, which is exacerbated by activities that increase the load on the patellofemoral joint (PFP), such as squatting, jumping, and stair descent. PFP affects 22.7% of the general population and is more common in women and adolescents. Quadriceps strengthening is widely recommended in the treatment of PFP. However, biomechanical studies have raised concerns regarding the reaction force and stress on the patellofemoral joint during open kinetic chain knee extension, with recommendations for limited range of motion between 90° and 45° of flexion. Therefore, the objective of this study was to compare pain intensity and peak torque during maximal resistance knee extension without weight-bearing across different ranges of motion using an isokinetic dynamometer in individuals with patellofemoral pain. One hundred individuals aged 18 to 35 years with patellofemoral pain, symptoms lasting more than three months, and pain intensity greater than 3 were included. All participants underwent an assessment consisting of 10 maximal repetitions at a speed of 60°/s using an isokinetic dynamometer (Biodex System Pro) across three ranges of motion (45°–0°, 70°–25°, and 90°–45°), in a randomized execution order. Pain intensity was measured using a numeric pain rating scale during two-minute rest intervals between sets. Comparisons of pain intensity across different execution ranges, as well as comparisons of quadriceps peak torque, were conducted using generalized estimating equations (GEE). Age in years, sex (male/female), BMI, symptom duration in months, prior pain (pain intensity [NPRS] in the past month), and kinesiophobia assessed by the Tampa Scale were included as covariates in Model 1. As peak extensor torque was normalized by body weight, BMI was removed as a covariate in Model 2, with the remaining variables from Model 1 retained.Our results showed a significant effect of knee extension range on pain intensity in individuals with patellofemoral pain (P < .01). The 70°–25° range was associated with higher pain intensity compared to 90°–45° (mean difference = 1; 95% CI, 0.4 to 1.6). A significant effect of range of motion on knee extensor torque was also observed (P = .02). The 45°–0° range produced lower torque compared to both 70°–25° (mean difference = -27.5 Nm/kg; 95% CI, -32.5 to -22.5) and 90°–45° (mean difference = -29.9 Nm/kg; 95% CI, -36.4 to -23.3). The effect of range on pain intensity depended on prior pain (P = ,001), whereas the impact of range on peak torque varied by sex (P < .001). Pain intensity and peak knee extensor torque in individuals with patellofemoral pain are influenced by the range of motion during non-weight-bearing exercise. These findings suggest that the choice of execution range should be individualized, taking into account the patient's symptoms and clinical profile. This study adds to the current literature and contributes to the refinement of interventions aimed at quadriceps strengthening, improved knee functional capacity, and overall functionality. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/81414 |
| ORCID do(s) Autor(es): | https://orcid.org/0000-0001-7597-2056 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/4292703007073431 |
| ORCID do Orientador: | https://orcid.org/0000-0001-6780-6760 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/3626471682173307 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | PPGFISIO - Dissertações defendidas na UFC |
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