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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/80513| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Associação entre traumas perineais e dor perineal no pós-parto imediato. |
| Autor(es): | Silva, Maria Helena de Oliveira |
| Orientador: | Nascimento, Simony Lira do |
| Coorientador: | Gondim, Edna Jéssica Lima |
| Palavras-chave em português: | Dor;Períneo;Período pós-parto |
| Palavras-chave em inglês: | Pain;Perineum;Postpartum Period |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA::SAUDE PUBLICA |
| Data do documento: | 2024 |
| Citação: | SILVA, Maria Helena de Oliveira. Associação entre traumas perineais e dor perineal no pós-parto imediato. 2024. 78 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Saúde da Mulher e da Criança) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2024. Disponível em: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/80513. Acesso em: 17 abr. 2025. |
| Resumo: | A dor perineal é uma queixa frequente após o parto vaginal, podendo persistir em até um ano após o parto. Pode ocorrer devido a traumas perineais no período expulsivo (laceração ou episiotomia); e ainda pode associar-se com repercussões negativas no bem-estar materno, interferindo nos cuidados com o recém-nascido, nas atividades da vida diária e no retorno à atividade sexual. Os objetivos deste estudo foram analisar a associação entre traumas perineais e a presença, intensidade e características da dor perineal, bem como os aspectos de cicatrização e a interferência da dor nas atividades de vida diária (AVD) e na contração dos músculos do assoalho pélvico (MAP). Trata-se de um estudo observacional transversal quantitativo com mulheres após parto vaginal com idade ≥ 16 anos, entre 6 e 48h após o parto e sem complicações clínicas. Realizado na enfermaria de pós-parto da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC) entre dezembro de 2022 a março de 2024. Foram utilizados: formulário padronizado de coleta de dados sociodemográficos e clínicos, avaliação autorreferida da dor e inspeção da região perineal. A dor perineal foi avaliada através da Escala numérica de dor (END), seguida pela caracterização da dor com Short form McGill Pain Questionnaire (SF-MPQ) e seus componentes. Para avaliação da condição de cicatrização perineal foi realizada inspeção mediante a Escala REEDA (Redness, Oedema, Ecchymosis, Discharge, Approximation), seguida pela observação da capacidade de contração dos MAP. Na execução das AVD foi questionada a dor, mensurada por meio da END e o quanto interferia nas AVD. As análises estatísticas foram o teste Qui-quadrado, Wilcoxon e regressão logística múltipla, considerando p<0,05 para significância estatística. Foram incluídas 321 puérperas. A dor perineal foi relatada por 183 (57%) mulheres, 223 (69,5%) sofreram trauma perineal e apresentaram maior média de intensidade de dor (3,27± 2,82) do que as puérperas sem traumas perineais. Dentre elas, 123 (69,2%) tiveram laceração de 2º grau e apresentaram maior média de dor (4,11± 2,65) do que aquelas com lacerações de primeiro grau. A presença de trauma perineal aumenta em 3,6 vezes (IC 95%: 1,81 - 7,45) a chance de a mulher apresentar dor perineal no pós-parto imediato. A média da REEDA foi de 3.57 ± 2.55, sendo pior condição de cicatrização perineal nas lacerações de 2º grau (4.06 ± 2.58). Concluímos que a presença de trauma perineal se associa à presença e à intensidade da dor perineal. Quanto mais grave o trauma, maior a intensidade de dor perineal e pior condição perineal de cicatrização. Essa dor é caracterizada como dolorida e cansativa pela maioria das mulheres, e pode interferir na mobilidade no pós-parto imediato. |
| Abstract: | Perineal pain is a frequent complaint after vaginal delivery and may persist for up to one year postpartum. It can occur due to perineal trauma during the expulsive period (laceration or episiotomy) and may also be associated with negative repercussions on maternal well-being, interfering with newborn care, daily life activities, and the resumption of sexual activity. The objectives of this study were to analyze the association between perineal trauma and the presence, intensity, and characteristics of perineal pain, as well as aspects of healing and the interference of pain in daily life activities (DLA) and pelvic floor muscle (PFM) contraction. This is a quantitative cross-sectional observational study with women after vaginal delivery, aged ≥ 16 years, between 6 and 48 hours postpartum, and without clinical complications. It was conducted in the postpartum ward of the Assis Chateaubriand Maternity School (MEAC) between December 2022 and March 2024. The following were used: a standardized form for collecting sociodemographic and clinical data, self-reported pain assessment, and inspection of the perineal region. Perineal pain was assessed using the Numerical Pain Scale (NPS), followed by pain characterization with the Short-Form McGill Pain Questionnaire (SF-MPQ) and its components. To assess perineal healing conditions, inspection was performed using the REEDA Scale (Redness, Edema, Ecchymosis, Discharge, Approximation), followed by the observation of PFM contraction ability. Pain during DLA execution was questioned and measured using the NPS and its interference in DLA. Statistical analyses included the Chi-square test, Wilcoxon test, and multiple logistic regression, considering p<0.05 for statistical significance. A total of 321 postpartum women were included. Perineal pain was reported by 183 (57%) women, 223 (69.5%) suffered perineal trauma and had a higher mean pain intensity (3.27± 2.82) than those without perineal trauma. Among them, 123 (69.2%) had second-degree lacerations and reported a higher mean pain intensity (4.11± 2.65) than those with first-degree lacerations. The presence of perineal trauma increases the likelihood of experiencing perineal pain in the immediate postpartum period by 3.6 times (95% CI: 1.81 - 7.45). The mean REEDA score was 3.57 ± 2.55, with worse perineal healing conditions in second-degree lacerations (4.06 ± 2.58). We conclude that the presence of perineal trauma is associated with the presence and intensity of perineal pain. The more severe the trauma, the greater the intensity of perineal pain and the worse the perineal healing condition. This pain is described as aching and tiring by most women and may interfere with mobility in the immediate postpartum period. |
| URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/80513 |
| ORCID do(s) Autor(es): | https://orcid.org/0000-0002-3854-1510 |
| Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/3785293289166559 |
| ORCID do Orientador: | https://orcid.org/0000-0001-6248-5590 |
| Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/2134620613694078 |
| Currículo Lattes do Coorientador: | http://lattes.cnpq.br/1464534038719616 |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | MPSMC - Dissertações defendidas na UFC |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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