Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/80500
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisorGarcia, José Huygens Parente-
dc.contributor.authorLima, Clébia Azevedo de-
dc.date.accessioned2025-04-16T15:10:32Z-
dc.date.available2025-04-16T15:10:32Z-
dc.date.issued2022-
dc.identifier.citationLIMA, Clébia Azevedo de. Fatores de risco para sangramento no perioperatório de transplante hepático. 2022. 66 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médico-Cirúrgicas) - Faculdade de Medicina, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médico-Cirúrgicas, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2022. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/80500. Acesso em: 16 abril 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufc.br/handle/riufc/80500-
dc.description.abstractIntroduction: Liver transplantation is a highly complex surgical procedure indicated for patients with advanced chronic liver disease, acute liver failure and liver tumors when there is no alternative curative treatment. Complications of liver transplantation can arise soon after anesthetic induction, during the hepatectomy and graft implantation phases, or during an early and late post-transplant period. Bleeding is the most common complication in the trans and early postoperative period, having several related factors associated with high rates of morbidity and mortality of recipients. Objective: This study aims to assess risk factors for perioperative bleeding in liver transplantation. Method: This is a descriptive, retrospective study with a quantitative approach, analyzing 301 patients undergoing liver transplantation from a deceased donor from 2016 to 2020. Results: The sample comprised 207 (69%) males and 94 (31%) females. The mean age of patients at transplantation was 54 ± 12 years, with a median of 56 years. Among the age group, 192 (64%) patients were younger than 60, while 109 (36%) were 60 or older. Blood group O was predominant (55%), followed by group A (33%), B (9%) and AB (3%). The mean Body Mass Index was 27.1 ± 5.1 kg/m², with a median of 26.4 kg/m². Most patients (75%) had a BMI < 30 kg/m², 23% had a BMI between 30-40 kg/m² and 1.3% had a BMI > 40 kg/m². Among the factors that we evaluated preoperatively, high MELD score, decompensated cirrhosis, anaemia and portal thrombosis were those associated with a higher rate of bleeding. Among the variables of the MELD calculation, the INR and creatinine values were significantly higher in the group that presented bleeding (p<0.001). As for the CHILD-Pugh score, 136 (45%) were classified as CHILD C, followed by 128 (43%) CHILD B and only 37 (12%) CHILD A. The values of laboratory results of haemoglobin, hematocrit and INR were significantly relevant at all operative times (p< 0.001). In the perioperative period, total surgery time and cold ischemia time had higher impact rates on bleeding. We found portal thrombosis diagnosed preoperatively in 62 (21%) cases. 46 (74%) were partial, and 16 (26%) were total. As an incidental intraoperative finding, we found 25 cases of portal thrombosis (8.3%). The most common comorbidities, such as arterial hypertension and diabetes, previous surgery in the upper abdomen and anticoagulants in the preoperative period, had no impact on bleeding. Conclusion: Calculated MELD score greater than or equal to 25, decompensated cirrhosis (Child B/C), haemoglobin levels less than 10.01g/dL, prolonged cold ischemia time and portal thrombosis were the main factors associated with a higher rate of bleeding.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleFatores de risco para sangramento no perioperatório de transplante hepáticopt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.description.abstract-ptbrIntrodução: O transplante hepático é um procedimento cirúrgico de alta complexidade, sendo indicado para pacientes portadores de doença hepática crônica avançada, insuficiência hepática aguda e tumores hepáticos, quando não há outra alternativa de tratamento curativo. As complicações do transplante hepático podem surgir logo após a indução anestésica, durante as fases da hepatectomia e implantação do enxerto ou em qualquer período do pós-transplante precoce e tardio. O sangramento é a complicação mais comum no trans e pós-operatório precoce, possuindo diversos fatores relacionados, estando associado a taxas altas de morbimortalidade dos receptores. Objetivo: O objetivo deste estudo é avaliar os fatores de risco para sangramento no perioperatório do transplante hepático. Método: Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa, analisando 301 pacientes submetidos a transplante hepático com doador falecido, no período de 2016 a 2020. Resultados: A casuística foi composta de 207(69%) do sexo masculino e 94(31%) do sexo feminino. A idade média dos pacientes no transplante foi de 54 ± 12 anos, com mediana de 56 anos. Dentro da faixa etária, 192 (64%) pacientes tinham menos de 60 anos, enquanto 109 (36%) tinham 60 anos ou mais. O grupo sanguíneo O foi predominante (55%), seguido do grupo A (33%), B (9%) e AB (3%). A média do Índice de Massa Corpórea foi de 27,1 ± 5,1 Kg/m², com mediana de 26,4 Kg/m². A maior parte dos pacientes (75%) apresentava IMC < 30 Kg/m², 23% tinham IMC entre 30-40 Kg/m² e 1,3% tinham IMC > 40 Kg/m². Dentre os fatores avaliados de pré-operatório, o escore MELD elevado, a cirrose descompensada, anemia e trombose portal foram associados com maior taxa de sangramento. Dentre as variáveis do cálculo MELD, os valores de RNI e creatinina foram significativamente mais elevados no grupo que apresentou sangramento (p<0,001). Quanto ao escore CHILD-Pugh, 136(45%) foram classificados como CHILD C, seguido de 128(43%) CHILD B e apenas 37(12%) CHILD A. Os valores de resultados laboratoriais da hemoglobina, hematócrito e RNI foram expressivamente relevantes em todos os tempos operatórios (p< 0,001). No perioperatório, o tempo total de cirurgia e tempo de isquemia fria, apresentaram maiores taxas de impacto no sangramento. Trombose portal diagnosticada no pré-operatório foi encontrada em 62 pacientes (21%) dos casos, dos quais 46 (74%) eram parciais e 16 (26%) total. Como achado incidental no transoperatório foram encontrados 25 casos de trombose portal (8,3%). As comorbidades mais comuns como hipertensão arterial e diabetes, cirurgia prévia em abdome superior e o uso de anticoagulantes no pré-operatório não tiveram repercussão no sangramento. Conclusão: Escore MELD calculado maior ou igual a 25, cirrose descompensada (Child B/C), níveis de hemoglobina menor 10,01g/dL, tempo de isquemia fria prolongado e trombose portal foram os principais fatores associados com maior taxa de sangramento.pt_BR
dc.subject.ptbrTransplante de Fígadopt_BR
dc.subject.ptbrHemorragiapt_BR
dc.subject.ptbrComplicações Intraoperatóriaspt_BR
dc.subject.enLiver Transplantationpt_BR
dc.subject.enHemorrhagept_BR
dc.subject.enIntraoperative Complicationspt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINApt_BR
local.author.latteshttp://lattes.cnpq.br/8900400221790426pt_BR
local.advisor.latteshttp://lattes.cnpq.br/8929913202241268pt_BR
local.date.available2025-
Aparece nas coleções:DCIR - Dissertações defendidas na UFC

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
2022_dis_calima.pdf1,44 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.