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http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/79787
Tipo: | Dissertação |
Título: | Avaliação da melhora da pressão intraocular após injeções intravítreas utilizando manobra de compressão ocular |
Autor(es): | Carneiro, Lara Pinheiro Maciel |
Orientador: | Regadas, Francisco Sérgio Pinheiro |
Palavras-chave em português: | Injeções Intravítreas;Pressão Intraocular;Hipertensão Ocular |
Palavras-chave em inglês: | Intravitreal Injections;Intraocular Pressure;Ocular Hypertension |
CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CIRURGIA |
Data do documento: | 2024 |
Citação: | CARNEIRO, Lara Pinheiro Maciel. Avaliação da melhora da pressão intraocular após injeções intravítreas utilizando manobra de compressão ocular. 2024. 55 f. Dissertação (Doutorado em Ciências Médico-Cirúrgicas) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2024. Disponível em: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/79787. Acesso em: 18 fev. 2025. |
Resumo: | As injeções intravítreas de anti-fator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF) são utilizadas no tratamento de diversas doenças do segmento posterior, caracterizadas por edema macular e/ou neovascularização. Embora os efeitos adversos oculares desse tipo de tratamento sejam relativamente raros, os principais são: endoftalmite, progressão de catarata, hemorragia vítrea, lesões retinianas e elevação da pressão intraocular (PIO) . Objetivos: avaliar se a manobra de compressão do globo ocular imediatamente antes da injeção intravítrea é efetiva na diminuição do pico de pressão intraocular (PIO) após o procedimento. Comparar os resultados entre os dois grupos da pesquisa. Método: Foi realizado estudo clínico, prospectivo,intervencional e randomizado-controlado em que 104 olhos de 95 pacientes foram randomizados em dois grupos. No GRUPO A 52 olhos foram submetidos à compressão do globo ocular pré-injeção durante dois minutos, e no GRUPO B 52 olhos receberam a compressão do globo ocular pré-injeção durante quatro minutos. Após essa fase inicial do estudo, foram incluídos 20 olhos de 20 pacientes que não receberam compressão do globo ocular pré-injeção sem compressão (GRUPO C). A compressão foi realizada com cotonete embebido de colírio OxinestR (Cristália, Brasil) no local da aplicação no quadrante temporal superior ou nasal superior do globo ocular. Foi realizada injeção intravítrea de anti-VEGF com volume padrão-recomendado de 0,05 ml de medicação anti-VEGF no mesmo local da compressão anestésica pré-injeção, utilizando agulha de 30 gauge de diâmetro e 8mm de comprimento via pars plana 3,5mm posterior ao limbo. Todos os pacientes se submeteram à medida da PIO com o tonômetro de Goldmann antes da injeção e 3,10, 20 e 30 minutos após o procedimento. Resultados: no GRUPO Aa média da PIO pré-injeção foi de 15,29 mmHg, e as médias da PIO após três, 10, 20 e 30 minutos foram respectivamente: 21,77 mmHg, 18,10 mmHg, 15,60 mmHg e 14,52 mmHg. Pelo método da ANOVA houve diferença estatisticamente significativa entre a PIO pré e a PIO 3 e 10 minutos após a injeção (p=0,000). Não foi percebida diferença estatisticamente significativa entre a média da PIO pré e a PIO 20 minutos (p=0,526) e 30 minutos (p=0,101) após a injeção. No GRUPO B a média da PIO pré-injeção foi de 15,71 mmHg, e as médias da PIO após três, 10, 20 e 30 minutos respectivamente foram: 20,58 mmHg, 18,62 mmHg, 16,60 mmHg e 16,15 mmHg. Houve diferença estatisticamente significativa entre as pressões do pré e pós injeção no tempo de três minutos (p=0,000) e de 10 minutos (p=0,000). Não houve diferença estatisticamente significativa comparando cada momento entre os grupos A e B. Conclusão: A manobra de compressão do globo ocular imediatamente antes da injeção intravítrea foi efetiva na diminuição do pico de PIO após o procedimento. Os resultados sugerem ser a compressão de dois minutos tão efetiva quanto a de quatro minutos em diminuir a média de pico de PIO após injeção intravítrea. Assim, este protocolo demonstrou segurança e efetividade no controle dos picos de PIO pós-injeção intravítrea. |
Abstract: | Intravitreal injections of anti-vascular endothelial growth factor (anti-VEGF) are used in the treatment of several posterior segment diseases characterized by macular edema and/or neovascularization. Although ocular adverse effects from this type of treatment are relatively rare, the main reported effects are: endophthalmitis, cataract progression, vitreous hemorrhage, retinal lesions and elevation of intraocular pressure (IOP). Objectives: To evaluate whether the eye compression maneuver immediately before intravitreal injection is effective in reducing peak intraocular pressure (IOP) after the procedure. Compare the results between the two research groups. Method: A prospective interventional and randomized-controlled clinical study was carried out where 104 eyes of 95 patients were randomized into two groups: in GROUP A, 52 eyes underwent pre-injection eye compression for two minutes, and in GROUP B, 52 eyes received eye compression of the pre-injection for four minutes. After this initial phase of the study, 20 eyes of 20 patients who did not receive pre-injection compression of the eyeball without compression were included (GROUP C).Compression was performed with a cotton swab soaked in OxinestR eye drops (Cristália, Brazil) at the site of application in the superior temporal or nasal quadrant of the eye. An intravitreal injection of anti-VEGF was performed with a standard-recommended volume of 0.05 ml of anti-VEGF medication at the same site as the pre-injection anesthetic compression, using a 30 gauge needle in diameter and 8mm in length via a 3.5mm pars plano route. Posterior to the limbus. All patients underwent IOP measurement with the Goldmann tonometer before the injection and three, 10, 20 and 30 minutes after the procedure. Results: in GROUP A the mean pre-injection IOP was 15.29 mmHg, and the mean IOP after three, 10, 20 and 30 minutes respectively were: 21.77 mmHg, 18.10 mmHg, 15.60 mmHg and 14.52 mmHg. Using the ANOVA method, there was a statistically significant difference between pre-IOP and IOP 3 and 10 minutes after injection (p=0.000). There was no statistically significant difference between the mean pre-IOP and the IOP 20 minutes (p=0.526) and 30 minutes (p=0.101) after the injection. In GROUP B, the mean pre-injection IOP was 15.71 mmHg, and the mean IOP after 3, 10, 20 and 30 minutes respectively were: 20.58 mmHg, 18.62 mmHg, 16.60 mmHg and 16.15 mmHg. There was a statistically significant difference between pre- and post-injection pressures at 3 minutes (p=0.000) and 10 minutes (p=0.000). There was no statistically significant difference comparing each moment between groups A and B. Conclusion: The eye compression maneuver immediately before the intravitreal injection was effective in reducing the IOP peak after the procedure.The results suggest that 2-minute compression is as effective as 4-minute compression in reducing the mean IOP peak after intravitreal injection. Thus, this protocol demonstrated safety and effectiveness in controlling IOP spikes after intravitreal injection. |
URI: | http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/79787 |
Currículo Lattes do(s) Autor(es): | http://lattes.cnpq.br/7206693085637776 |
Currículo Lattes do Orientador: | http://lattes.cnpq.br/5399525797378539 |
Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
Aparece nas coleções: | DCIR - Dissertações defendidas na UFC |
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