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Tipo: Dissertação
Título: Análise da expressão dos colágenos tipo I e tipo III no lábio glenoidal de fetos humanos
Autor(es): Felipe, Marcos Rainier de Brito
Orientador: Leite, José Alberto Dias
Palavras-chave em português: Colágeno;Articulação do Ombro;Luxação do Ombro;Lesões do Ombro
Palavras-chave em inglês: Collagen;Shoulder Joint;Shoulder Dislocation;Shoulder Injuries
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA
Data do documento: Dez-2024
Citação: FELIPE, Marcos Rainier de Brito. Análise da expressão dos colágenos tipo I e tipo III no lábio glenoidal de fetos humanos. 2024. 40 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médico-Cirúrgicas) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2024. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/79380. Acesso em: 15 jan. 2025.
Resumo: A luxação glenoumeral é uma doença frequente e altamente incapacitante que acomete principalmente pacientes jovens, embora possa afetar também os idosos. Esta articulação é a mais móvel do corpo humano e, devido a tal fato, necessita da boa atuação dos estabilizadores estáticos e dinâmicos para evitar tal enfermidade. Nas luxações anteriores, as mais comuns, há comumente lesão do lábio glenoidal, em especial na sua porção ântero-inferior. Esta lesão foi descrita por Bankart e é conhecida por este epônimo. As luxações posteriores são raras e associadas aos traumas de alta energia. O objetivo deste estudo é obter a expressão dos colágenos tipo I – mais espesso e resistente – e tipo III – mais extensível e maleável – em fetos humanos sem qualquer alteração biomecânica prévia. Avaliou-se a composição destes colágenos em fetos humanos de idade gestacional entre 25 semanas e 31 semanas e 5 dias. Utilizou-se, para tal mensuração, a coloração Picrosirius Red, sendo as imagens avaliadas através de porcentagem de área de colágeno com birrefringência amarelo-avermelhado – compatível com colágeno tipo I – e área verde esbranquiçada – relativa ao colágeno tipo III –. O colágeno tipo I foi mais frequente em todos os campos, porém há uma proporção maior do tipo III nos fetos quando comparado a pacientes adultos. O lábio posterior é, também, mais rico em colágeno tipo I quando comparado ao lábio anterior. Estes resultados estão de acordo com a fisiopatologia da doença, que mostra instabilidade do ombro secundária à lesão labial em pacientes jovens e à lesão do manguito rotador em pacientes idosos, e com a epidemiologia, com maior frequência da luxação anterior do que a posterior. Assim, este dado fornece novo possível substrato para a fisiopatologia das luxações do ombro. Esses dados fornecem uma nova possibilidade para explicar a fisiopatologia da instabilidade do ombro.
Abstract: Glenohumeral dislocation is a frequent and disabling condition that primarily affects young patients, although it can also occur in the elderly people. This joint is the most mobile in the human body and, due to this characteristic, requires the proper functioning of both static and dynamic stabilizers to prevent the occurrence of such a disorder. In anterior dislocations, wich are the most common, there is often damage to the glenoid labrum, particularly in the anteroinferior portion. Posterior dislocations are rare and typically associated with high-energy trauma. The aim of this study is to analyze the expression of type I collagen – which is thicker and more resistant – and type III collagen – which is more extensible and pliable – in human fetuses that have not undergone any previous biomechanical alterations. The composition of these collagens was evaluated in human fetuses at gestacional ages ranging from 25 weeks to 31 weeks and 5 days. To assess this, Picrosirius Red staining was employed, with imagens being analyzed based on the percentage of collagen area exhibiting yellow-red birefringence – indicative of type I collagen – and a greenish-white area – associated with type III collagen. Type I collagen was found to be more prevalent across all samples, although a higher proportion of type III collagen was observed in fetuses compared to adult patients. The posterior labrum was shown to be richer in type I collagen when compared to the anterior labrum. These findings are consistent with the pathophysiology of the condition, which indicates shoulder instability secondary to labral injury in young patients and to rotator cuff injury in older individuals, as well as with epidemiological data showing greater incidence of anterior dislocations relative to posterior ones.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/79380
Currículo Lattes do(s) Autor(es): http://lattes.cnpq.br/2614667560499883
Currículo Lattes do Orientador: http://lattes.cnpq.br/0242176344852644
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:DCIR - Dissertações defendidas na UFC

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