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Título: Caracterização físico-química e histológica do desenvolvimento de sapoti
Título em inglês: Physico-chemical and histological characterization of the development of sapodilla
Autor(es): Miranda, Maria Raquel Alcântara de
Filgueiras, Heloisa Almeida Cunha
Alves, Ricardo Elesbão
Soares, Arlete Aparecida
Benbadis, Abdellatif Kameleddine
Palavras-chave: Manilkara zapota - Maturidade
Anatomia
Ponto de colheita
Data do documento: 2008
Editor: Revista Ciência Agronômica
Citação: MIRANDA, Maria Raquel Alcântara de et al. Caracterização físico-química e histológica do desenvolvimento de sapoti. Revista Ciência Agronômica, Fortaleza, v. 39, n. 4, p. 575-582, out./dez. 2008.
Resumo: O sapoti é um fruto tropical com grande potencial de comercialização, porém ainda insuficientemente estudado. Objetivamos estudar o desenvolvimento do sapoti caracterizando alterações físicas, químicas e histológicas, procurando identificar índices de maturidade dos frutos. Os sapotis foram marcados no início do seu desenvolvimento apresentando 8 mm de diâmetro, colhidos após 45; 60; 90; 120; 150 e 180 dias e analisados quanto à massa fresca e seca, firmeza, comprimento, diâmetro, conteúdo de açúcares solúveis totais, de amido, de compostos fenólicos, produção de etileno e CO2 no climatério e caracterizados histologicamente por microscopia óptica. Verificou-se que os sapotis demoraram seis meses para alcançar sua maturidade fisiológica apresentando massa média de 127 g e diâmetros transversal e longitudinal médios de 61 mm e 49 mm, respectivamente. Nesse estádio, os frutos exsudavam pouco látex quando removidos da planta-mãe e possuíam aproximadamente 20% de açúcares solúveis totais e 4% de amido. O amadurecimento dos frutos colhidos aos 180 dias ocorreu ao 7º dia após a colheita com um padrão climatérico de respiração. Os estudos microscópicos mostraram que, após o climatério, o sapoti apresentou uma clara desorganização estrutural do tecido e ausência de células laticíferas.
Abstract: Sapodilla is a tropical fruit with great marketing potential that has not been investigated thoroughly. The objectives of the present study were to characterize the physical, chemical and histological changes of sapodilla and to identify harvest maturity indices relating these variables. Sapodilla were tagged at the beginning of the development with 8 mm in diameter, harvested after 45; 60; 90; 120; 150 and 180 days later and analyzed for fresh and dry weight, transversal and longitudinal diameters, total soluble sugars, starch and phenols contents, for CO2 and ethylene production and tissue histology with an optical microscope. Sapodilla reached the physiological maturity stage after six months with an average weight of 127 g and transversal and longitudinal mean diameters of 61 mm and 49 mm, respectively. At this stage, there was little latex seepage when fruits were detached from the plant and the total soluble sugars and starch contents were 20% and 4%, respectively. These fruit, harvested at 180 days, ripened 7º days later with a climacteric respiratory pattern and the microscopic studies showed that post-climacteric fruit presented a clear tissue disorganization and absence of latex cells.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/59066
Tipo: Artigo de Periódico
ISSN: 1806-6690
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