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dc.contributor.advisorSilva, Carlos Augusto Viana da-
dc.contributor.authorSampaio, Aíla Maria Leite-
dc.date.accessioned2018-03-02T12:18:43Z-
dc.date.available2018-03-02T12:18:43Z-
dc.date.issued2018-
dc.identifier.citationSAMPAIO, Aíla Maria Leite. O mal em Crônica da Casa Assassinada: uma análise da personagem Nina na literatura e no cinema. 2018. 188f. - Tese (Doutorado) - Universidade Federal do Ceará - Programa de Pós-graduação em Letras, Fortaleza (CE), 2018.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/30019-
dc.description.abstractIn the works by Lúcio Cardoso, the woman stands out as a character of recurring strength that often appears associated with evil and destruction, often harassed and judged as the cause of all problems of those around her. The protagonist of the novel Crônica da Casa Assassinada (1959), for example, is outlined as a woman who violates the role of wife and mother, assuming positions that lead the other characters to associate her with evil. In 1971, the filmmaker Paulo César Saraceni scripted and adapted this work for the cinema, highlighting the movie Casa assassinada, and consolidating the partnership between literature and cinema as well. The aim of this dissertation is to investigate how this adaptation dialogues with the source-text, analyzing if there is any influence of the poetics of Lúcio Cardoso in Saraceni’s version, how the ambivalent model of the woman judged bad is shown in the film; whether this evil is confirmed by the need for self-defense, or it is due to the interpretation of others, who do not understand individual and cultural differences; if the strategies used by the director have brought any significant implications for repositioning the source-text in the Brazilian canon or for the reader's acceptance; we have based our research on previous studies such as those of Lamego (2013), Penha Cardoso (2011; 2012; 2013; 2015); Carelli (1988), Rosa and Silva (1995; 2009) and others. In order to achieve this, we have analyzed the situations in which the female characters (CANDIDO, 1968) stand out as bad in the cardosian literary universe, and then proceeded to analyze them in the film translation; for this last part we have taken as theoretical basis the concept of film adaptation as a type of rewriting, by André Lefevere (2007); for that reason, it is considered that the adapted text (MCFARLANE, 1996) is not a copy of the original but a new writing. Thus, we understand the process as an intertextual dialogism, considering that all forms of text are intersections of other texts (STAM, 2003; 2006); (HUTCHEON, 2011). The results of the analysis showed that the evil attributed to Nina in the novel can not be seen as essential, but stems from the interpretation of her actions by the gaze of others who, having different individual motivations and background, do not understand her worldview; such narrative voices are removed (FRIEDMAN, 2002) in the film adaptation, so the character gains more space of subjectivation and the discourse on the related evil attributed to her is softened, printing in the adaptation marks of the director’s poetics.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectMulherpt_BR
dc.subjectAdaptaçãopt_BR
dc.subjectMalpt_BR
dc.subjectLiterary narrativept_BR
dc.subjectFilmic narrativept_BR
dc.titleO mal em Crônica da Casa Assassinada: uma análise da personagem Nina na literatura e no cinemapt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.description.abstract-ptbrNas obras de Lúcio Cardoso, a mulher se sobressai como uma personagem de força recorrente, que, não raro, aparece associada ao mal e à destruição, muitas vezes hostilizada e julgada, como se fosse a causadora de todos os problemas dos que a cercam. A protagonista do romance Crônica da Casa Assassinada (1959), por exemplo, é delineada como uma mulher que transgride o papel de esposa e mãe, assumindo posturas que levam os outros personagens a associá-la ao mal. Em 1971, o cineasta Paulo César Saraceni roteirizou e adaptou essa obra para o cinema, trazendo a lume o filme Casa assassinada, consolidando a parceria entre a literatura e o cinema. O objetivo desta tese é investigar como essa adaptação dialoga com o texto de partida, analisando se há influência da poética de Lúcio Cardoso na de Saraceni, como se manifesta, no filme, o modelo ambivalente da mulher julgada má; se essa maldade se confirma pela necessidade de autodefesa ou decorre da interpretação dos outros, que não entendem as diferenças individuais e culturais; se as estratégias utilizadas pelo diretor trazem implicações significativas para o reposicionamento da obra de partida no cânone literário brasileiro ou para a adesão do leitor, levando em consideração estudos anteriores como os de Lamego (2013), Penha Cardoso (2011; 2012; 2013; 2015); Carelli (1988), ROSA E SILVA (2009) entre outros. Para tal, faremos uma análise das situações em que a personagem (CANDIDO, 1968) se destaca como má, para, seguidamente, procedermos a análise dela da tradução fílmica, tendo como base teórica a concepção de adaptação fílmica como um tipo de reescritura, de André Lefevere (2007); leva-se em conta, pois, que o texto adaptado (MCFARLANE, 2006) não é uma cópia do original, mas um novo texto. Assim, entendemos o processo como um dialogismo intertextual, considerando que todas as formas de texto são intersecções de outros textos (STAM, 2003; 2006); (HUTCHEON, 2011). Os resultados da análise mostram que a maldade que se atribui a Nina, no romance, não pode ser vista como essencial, mas decorre da interpretação de seus atos pelo olhar dos outros que, tendo motivações individuais e formação diferentes, não compreendem a sua cosmovisão; com o apagamento dessas vozes narrativas (FRIEDMAN, 2002) que assim a percebem, na obra fílmica, a personagem ganha mais espaço de subjetivação e o discurso sobre o mal atribuído a ela é suavizado, imprimindo na adaptação marcas da poética do diretor.pt_BR
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