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dc.contributor.authorTupinambá, Antonio Caubi Ribeiro-
dc.date.accessioned2017-10-09T14:21:27Z-
dc.date.available2017-10-09T14:21:27Z-
dc.date.issued2008-
dc.identifier.citationTUPINAMBÁ, Antonio Caubi Ribeiro. A saga da Bolívia relatada por seus personagens. Revista Psicologia Política, São Paulo, v. 8, n.16, p. 379-388, jul./dez. 2008. Resenha da obra de: CARUSO, Mariléa M. Leal; CARUSO, Raimundo C. Bolívia jakaskiwa. Florianópolis: Inti Editorial, 2008. 292p.pt_BR
dc.identifier.issn1519-549X-
dc.identifier.issn2175-1390 (on-line)-
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/26495-
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.publisherPsicologia Políticapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectOpinião públicapt_BR
dc.subjectMovimento político e socialpt_BR
dc.titleResenha A saga da Bolívia relatada por seus personagenspt_BR
dc.title.alternativeLa saga de Bolivia relatada por sus personagespt_BR
dc.typeArtigo de Periódicopt_BR
dc.description.abstract-ptbrA sustentação dos governos, do mais despótico ao mais liberal, se faz mais efi ciente via controle da opinião pública, a “segunda potencia mundial” segundo Noam Chomsky (2003). Seria, contudo, evidência de grande pessimismo acreditar que a opinião pública não pode expressar-se no sentido de ações concretas com efeito esclarecedor sobre questões nacionais e internacionais. Há aspectos encorajadores quando crescentes grupos sociais abraçam causas, nas quais acreditam e demonstram sua resistência ao domínio e à exploração. É o que ora testemunhamos em solo boliviano, o que exige dos seus protagonistas a construção de um novo modelo de organização política e social, baseado na autenticidade de experiências pretéritas e o acolhimento das invenções sóciopoliticas do tempo presente. Esse novo caminho boliviano pode ser seguido por meio dos diversos relatos e exposições presentes na série de reportagens e entrevistas que compõem o livro Bolívia jakaskiwa de Caruso e Caruso (2008). Naquele país, a luta pela autonomia guarda alguma semelhança com aquelas que se testemunharam em outras regiões do mundo, por exemplo, no Timor Leste nos idos de 1999, quando o país se revoltou, numa espécie de revolução cultural popular, contra o domínio do gigante indonésio patrocinado por seus comparsas internacionais e obteve, a duras penas, sua independência (Chomsky, 2005:50). O atual movimento político e social da Bolívia pode se confi gurar, da mesma forma, como um levante da população contra a exploração e domínio externo, a favor da sua auto-determinação. A despeito do controle da opinião pública estar nas mãos de uns poucos no país, isto é, nas mãos daqueles que preferem manter a grande maioria da população alheia às decisões nacionais, tem havido protagonismo popular que suplanta essa alienação e permite ao país buscar novos rumos, conforme os anseios do seu povo, majoritamente, de origem indígina. Em um trecho introdutório do seu livro, Caruso e Caruso (2008) afi rmam que os bolivianos sabem que possuem “uma sábia agricultura, uma meticulosa organização social comunitária, uma enorme experiência política, ricas jazidas de gás e petróleo, idiomas autóctones tão complexos e expressivos quanto o espanhol e o inglês, e uma paisagem belíssima de montanhas, vales, lagos e planícies tropicais”. Os bolivianos podem e devem, portanto, apostar na possibilidade de tomarem as rédeas do seu destino, à revelia da intransigência de grupos internos e das ingerências externas de Estados dominadores.pt_BR
dc.title.enThe saga of Bolivia reported by its characterspt_BR
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