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dc.contributor.authorVIEIRA, Epitácio Fragoso-
dc.date.accessioned2015-05-15T13:18:51Z-
dc.date.available2015-05-15T13:18:51Z-
dc.date.issued1984-
dc.identifier.citationVIEIRA, E. F. (1984)pt_BR
dc.identifier.issn0102-1117-
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/12089-
dc.descriptionVIEIRA, Epitácio Fragoso. Malinowski & Procusto: considerações metodológicas. Revista Educação em Debate, Fortaleza, v. 6/7, n. 2/1, p. 1-16, 1983/1984.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.publisherRevista Educação e Debatept_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectRelação entre Procusto e Malinowskipt_BR
dc.subjectSociologiapt_BR
dc.subjectAntropologiapt_BR
dc.subjectFuncionalismopt_BR
dc.titleMalinowski & Procusto: considerações metodológicaspt_BR
dc.typeArtigo de Periódicopt_BR
dc.description.abstract-ptbrQue relação pode haver entre Procusto e Malinowski? Que tem a ver uma figura lendária da antiga Grécia com um cientista moderno, cioso de seu rigor metodológico, científico, lidando com dados empíricos? Procusto tinha um leito no qual suplicava suas vítimas. Se a vítima era maior do que a cama, cortava-lhe as pernas. Se o viajor capturado era menor do que o leito, Procusto tinha uma técnica de espichá-lo, contanto que o torturado ficasse exatamente do tamanho da cama. Qualquer bom dicionário da língua portuguesa, ao tratar do verbete leito, faz referência ao famoso leito de Procusto. Aurélio Buarque de Hollanda registra a expressão, embora não hifeniza os seus elementos para torná-la um substantivo composto. Gostaríamos de incorporar a expressão, até então literária, à terminologia científica, grafando-a como um substantivo composto hifenizado, à semelhança do que já acontece com a expressão - já dicionarizada - calcanhar-de-aquiles. Aliás, há também muita relação entre leito-de-procusto e calcanhar-de-aquiles. E muita relação com os cientistas modernos, principalmente os chamados cientistas sociais. O problema do marco teórico constitui o calcanhar-de-aquiles das ciências sociais, pois frequentemente o marco teórico torna-se um leito-de-procusto ao qual os dados da pesquisa devem se adequar. Optar pela ausência de um marco teórico e partir para a observação de campo esperando que "os fatos falem por si", na verdade, não resolve o problema, pois aí são os nossos preconceitos pessoais (e os preconceitos de nossa cultura) que vão constituir um igual ou mais perigoso leito-de-procusto. Assim, todos nós, os cientistas sociais, quase sempre temos o nosso leito-de-procusto...pt_BR
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