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dc.contributor.advisorPontes , Ricardo José Soares-
dc.contributor.authorEllery, Ana Ecilda Lima-
dc.date.accessioned2014-01-09T12:33:48Z-
dc.date.available2014-01-09T12:33:48Z-
dc.date.issued2012-
dc.identifier.citationELLERY, A. E. L. Interprofissionalidade na estratégia saúde da família : condições de possibilidade para a integração de saberes e a colaboração interprofissional. 2012. 256 f. Tese (Doutorado em Saúde Pública) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Medicina, Fortaleza, 2012.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/7086-
dc.description.abstractThe principle of interprofessional learning and practice is a fundamental criterion that guides multidisciplinary teams in the Family Health Strategy (FHS).The professional action however, seems to be marked by a logic characterized by the narrow boundaries of the territories of each category as a scene of contention between the contradictory logics of professionalization and interprofessional practice. This is understood as the synthesis of a process of integration of knowledge and interprofessional collaboration (COLET, 2002). These processes are mediated by affects. Considering that there are several obstacles to the realization of the interprofessional learning and practice, the research aims to understand the dynamics of inter-relationships in the production of care in the family´s health strategy, exploiting the existence of conditions of possibility for the construction of interprofessional learning and practice. This is a qualitative case study inspired by hermeneutics. The scenario is a study of the Family Health Center, in a Brazilian capital. The gathering of the information was provided from March to August 20122, with open interviews, observation of activities in the FHS and workshops for knowledge production, involving 23 professionals. Conditions were identified in the possibilities of interprofessional FHS, combined in the following groups: Organizational, collective, and subjective. Included in the organizational dimension are devices and institutional arrangements, cross-media activities for the structuring of a “Health-Education systems”, transforming all health facilities of a municipality into areas of teaching, research, and assistance. The “interprofessional continuing education” helps to overcome the hegemonic logic of professionalism, sill found in the training of healthcare workers and user-centered approach, in contrast to the trend of organizing health service base on corporate interests. The second dimension focuses on aspects related to the organization of professionals working as a group, or the organizations of the collective community practice, characterized by agreeing on a common project, mutual engagement and shared repertoire. Even though health professionals trained to the hegemonic logic of professionalization, involving a struggle to preserve status and labor market participation in the ESF team, the way they are formed as a community of practice, enables the learning of other values, knowledge and practice, favoring the integration of interprofessional collaboration and knowledge, though not free of conflict. The third dimension includes subjective aspects such as the identification of professionals of the ESF health care model, dealing with frustration and affection. We consider that the interprofessional learning and practice is possible, if subjected to the organizational and collective conditions, mobilizing subjective aspects of professionals. The offering conditions of possibility in the organizational level are essential but not sufficient for integration of knowledge and interprofessional collaboration. Without the mobilization of emotions, desires and micro powers of each subject, inter-professional learning and practice is not possible.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectEquipe de Assistência ao Pacientept_BR
dc.subjectPrograma Saúde da Famíliapt_BR
dc.titleInterprofissionalidade na estratégia saúde da família : condições de possibilidade para a integração de saberes e a colaboração interprofissionalpt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.description.abstract-ptbrO princípio da interprofissionalidade é critério fundamental que orienta equipes multiprofissionais na Estratégia Saúde da Família. A ação profissional, no entanto, parece ser marcada por uma lógica caracterizada pela delimitação estreita de territórios de cada categoria, conformando um quadro de disputa entre as lógicas contraditórias da profissionalização e da interprofissionalidade. Esta é compreendida como a síntese de um processo de integração de saberes e de colaboração interprofissional, processos estes mediados pelos afetos. Considerando haver obstáculos diversos para a efetivação da interprofissionalidade, a pesquisa objetiva compreender a dinâmica das relações interprofissionais na produção do cuidado na Estratégia Saúde da Famíla, explorando a existência de condições de possibilidade para a construção da interprofissionalidade na Atenção Primária à Saúde no Brasil. Trata-se de estudo de caso, de natureza qualitativa, inspirado na Hermenêutica. O cenário de estudo é um Centro de Saúde da Família, numa capital brasileira. A recolha das informações foi procedida no período de março a agosto de 2011, com realização de entrevistas abertas, observação das atividades desenvolvidas pelas equipes e realização de oficinas de produção de conhecimento, envolvendo 23 profissionais da ESF, Núcleos de Apoio à Saúde da Familia e residentes de Medicina e de Saúde da Família e Comunidade. Foram identificadas condições de possibilidades da interprofissionalidade na ESF, sintetizadas em três dimensões: organizacional, coletiva e subjetiva. Incluem-se na dimensão organizacional dispositivos e arranjos institucionais, suportes para as atividades interprofissionais, quais sejam: a estruturação de uma “Rede de Saúde – Escola”, transformando todas as unidades de saúde de um município em espaços de ensino, pesquisa e assistência; a “Educação Permanente Interprofissional” que contribua para ultrapassar a lógica da profissionalização ainda hegemônica na formação dos trabalhadores da saúde; bem como a “Abordagem Centrada na Família”, em contraposição à tendência de organizar os serviços de saúde com base em interesses corporativos. A segunda dimensão enfoca aspectos relacionados à organização dos profissionais como grupo de trabalho, ou seja, a organização do coletivo em comunidade de prática, caracterizada pela pactuação de um projeto em comum, engajamento mútuo e repertórios compartilhados. Mesmo tendo sido os profissionais da saúde formados hegemonicamente para a lógica da profissionalização, envolvendo luta por status e reserva de mercado de trabalho, a participação numa equipe da ESF, constituida como comunidade de prática, possibilita a aprendizagem de outros valores, favorecendo a integração de saberes e a colaboração interprofissional, embora não livre de conflitos. A terceira dimensão privilegia aspectos subjetivos, como a identificação dos profissionais com o modelo assistencial da ESF, saber lidar com frustrações e a afetividade. Consideramos ser possível a interprofissionalidade, desde que sejam disponibilizadas condições organizacionais e coletivas, mobilizadoras de aspectos subjetivos dos profissionais. A oferta das condições de possibilidade, no plano organizacional, é indispensável, mas não suficiente para a integração de saberes e a colaboração interprofissional. Sem a mobilização dos afetos, dos desejos e dos micropoderes de cada sujeito, não há interprofissionalidade possível.pt_BR
dc.title.enInterprofissionalidade strategy in family health : conditions of possibility for integration of knowledge and interprofessional collaborationpt_BR
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