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Title in Portuguese: Avaliação da intoxicação mercurial sobre os parâmetros inflamatórios, estresse oxidativo e dosagem de aminoácidos e monoaminas no hipocampo de camundongos c57bl/6j jovens
Author: Caminha, Juan de Sá Roriz
Advisor(s): Oriá, Reinaldo Barreto
Keywords: Compostos de Metilmercúrio
Hipocampo
Estresse Oxidativo
Inflamação
Neurotransmissores
Issue Date: 18-Dec-2020
Citation: CAMINHA, J. S. R. Avaliação da intoxicação mercurial sobre os parâmetros inflamatórios, estresse oxidativo e dosagem de aminoácidos e monoaminas no hipocampo de camundongos c57bl/6j jovens. 2020. 79 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2020.
Abstract in Portuguese: O metilmercúrio (MeHg) é altamente tóxico para o cérebro humano. Embora muito se saiba sobre os efeitos neurotóxicos do MeHg, os efeitos do MeHg nos neurotransmissores cerebrais ainda são pouco explorados. Neste estudo, avaliamos os efeitos da intoxicação por MeHg no estresse oxidativo do hipocampo, biomarcadores de neuroinflamação e níveis de neurotransmissores em camundongos C57BL6J. Foram usados camundongos machos com 6 semanas de idade. Os camundongos foram alojados em gaiolas microisoladoras e receberam água e comida ad libitum. Camundongos intoxicados receberam MeHg em água potável (20 mg / L) por vinte dias. Todos os protocolos foram aprovados pela CEUA / UNIFOR (protocolo nº015 / 2015). Amostras do hipocampo foram colhidas e congeladas rapidamente para avaliar os níveis de mieloperoxidase (MPO), glutationa (GSH) e malondialdeído (MDA) (μmol/mg de proteína), por ELISA. Monoaminas hipocampais (dopamina e metabólitos) e neurotransmissores de aminoácidos (taurina, glutamato, ácido gama aminobutírico-GABA, tirosina e glicina) foram avaliados por HPLC. O teste T de Student não pareado foi usado para confirmar dados significantes. P <0,05 foi considerado estatisticamente significante. A intoxicação mercurial foi confirmada, por um aumento (p < 0,0001) da concentração de Hg no pelo do grupo MeHg. Os animais intoxicados apresentaram um menor ganho de peso (p < 0,0001) em comparação ao grupo controle. Concentrações mais elevadas de MPO (p < 0,0001) e MDA (0,0001) foram observados nos animais do grupo MeHg em comparação ao grupo controle. As concentrações de dopamina hipocampal (DA) foram semelhantes nos grupos controle e intoxicado, no entanto, o ácido 3,4-dihidroxifenilacético (DOPAC), um dos metabólitos de DA, foram aumentados (0,41 ± 0,081 ng/g) (p < 0,0003) no hipocampo do grupo intoxicado em relação ao grupo controle (0,08 ± 0,012 ng/g). Em relação a concentração de aminoácidos em (umol/mg de tecido), foi observado um aumento dos níveis de glutamato no grupo MeHg (251,9 ± 26,68) em relação ao controle (129,1 ± 22,48) (p < 0,003), taurina grupo MeHg (1141 ± 234) X grupo controle (542,5 ± 126,7) (p < 0,05) e GABA grupo MeHg (16775 ± 1592) X grupo controle (7642 ± 1964) (p < 0,002). Em conjunto, os achados do presente estudo mostram alterações bioquímicas importantes no hipocampo, estresse oxidativo elevado e inflamação relacionada à MPO.
Abstract: Methylmercury (MeHg) is highly toxic to the human brain. Although much is known about the neurotoxic effects of MeHg, the effects of MeHg on brain neurotransmitters are still little explored. In this study, we evaluated the effects of MeHg poisoning on hippocampus oxidative stress, neuroinflammation biomarkers and neurotransmitter levels in C57BL6J mice. Male rats at 6 weeks of age were used. The mice were housed in microinsulating cages and received water and food ad libitum. Intoxicated mice received MeHg in drinking water (20 mg/L) for twenty days. All protocols were approved by CEUA / UNIFOR (protocol no. 015 / 2015). Hippocampus samples were collected and frozen rapidly to evaluate the levels of myeloperoxidase (MPO), glutathione (GSH) and malondialdehyde (MDA) (μmol/mg protein) by ELISA. Hippocampal monoamines (dopamine and metabolites) and amino acid neurotransmitters (taurine, glutamate, gamma aminobutyric acid-GABA, tyrosine and glycine) were evaluated by HPLC. The unpaired Student's T-test was used to confirm significant data. P <0.05 was considered statistically significant. Mercurial intoxication was confirmed by an increase (p < 0.0001) of Hg concentration in the MeHg group. The intoxicated animals had a lower weight gain (p < 0.0001) compared to the control group. Higher concentrations of MPO (p < 0.0001) and MDA (0.0001) were observed in the animals of the MeHg group compared to the control group. Hippocampal dopamine (AD) concentrations were similar in the control and intoxicated groups, however, 3,4-dihydroxyphenylacetic acid (DOPAC), one of the metabolites of AD, were increased (0.41 ± 0.081 ng/g) (p < 0.0003) in the hippocampus of the intoxicated group in relation to the control group (0.08 ± 0.012 ng/g). Regarding the concentration of amino acids in (umol/mg of tissue), an increase in glutamate levels was observed in the MeHg group (251.9 ± 26.68) in relation to the Control (129.1 ± 22.48) (p < 0.003), taurine group MeHg (1141 ± 234) X Control group (542.5 ± 126.7) (p < 0.05) and GABA group MeHg (16775 ± 1592) X Control group (7642 ± 1964) (p < 0.002). Together, the findings of the present study show important biochemical changes in the hippocampus, high oxidative stress and MPO related inflammation.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/57845
metadata.dc.type: Dissertação
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