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Title in Portuguese: Estudo da microbiota vaginal por GRAM, pH, e níveis de lactato vaginais em lesões intraepiteliais cervicais e câncer de colo uterino
Title: Study of vaginal microbiota by Gram, pH and lactate level in vaginal fluid in cases of intraepithelial cervical lesions and cervical cancer
Author: Magalhães, Christina Cordeiro Benevides
Advisor(s): Eleutério Júnior, José
Keywords: Papillomaviridae
Neoplasias do Colo do Útero
Lesões Intraepiteliais Escamosas Cervicais
Issue Date: 17-Sep-2020
Citation: MAGALHÃES, C. C. B. Estudo da microbiota vaginal por Gram, pH, e níveis de lactato vaginais em lesões intraepiteliais cervicais e câncer de colo uterino. 2020. 70 f. Dissertação (Mestrado em Patologia) – Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2020.
Abstract in Portuguese: Introdução: O câncer de colo uterino é uma patologia de alta prevalência na população do estado do Ceará. Esse agravo apresenta estreita correlação com a infecção pelo Papilomavírus humano (HPV) que é considerado causa necessária para o desenvolvimento dessa doença. As lesões intraepiteliais de baixo e de alto grau são a consequência do efeito citopático do Papilomavírus humano no tecido epitelial do colo uterino sendo que as lesões de alto grau (HSILs) são consideradas precursoras do câncer de colo uterino. Um microbioma vaginal balanceado é importante para a manutenção da saúde do trato genital feminino e prevenção de infecções vulvo-vaginais. Têm-se demonstrado que mulheres infectadas por HPV apresentam redução dos lactobacilos e maior diversidade da microbiota vaginal. Comunidades microbianas locais podem influenciar a aquisição e persistência do HPV e subsequente desenvolvimento de câncer. Os lactobacilos acidificam a vagina através da produção e manutenção da concentração vaginal de acido láctico de 1% com uma mistura aproximadamente racêmica de isômeros D e L. O ácido lático é uma das principais substâncias presentes na cavidade vaginal sendo atribuída à sua presença, a manutenção do pH vaginal em níveis entre 3,5 e 4,5, considerado o valor ideal para a manutenção da saúde genital feminina. Os lactobacilos produzem ácido lático em sua forma levógira (AcL-L) e/ou dextrógira (AcL-D) e a célula epitelial vaginal também produz ácido lático, mas apenas em sua forma isomérica levógira (AcL-L) e em pequenas concentrações. Os isômeros do ácido lático possuem, cada um, propriedades específicas na homeostase vaginal. O AcL-D tem maior atividade protetora contra a disbiose vaginal. O AcL-L apresenta propriedades imunes como estímulo de IL-23/IL-17, indução de citocinas pro-inflamatórias pelas células epiteliais na presença de RNA viral sintético, indução da angiogênese tumoral e inibição do crescimento bacteriano. Em virtude da elevada prevalência da infecção pelo HPV, do elevado número de casos de câncer de colo uterino e de seu importante impacto na qualidade de vida da população feminina brasileira torna-se de fundamental importância a pesquisa nessa área de conhecimento Objetivo: Avaliar a microbiota vaginal, por bacterioscopia por Gram utilizando score de Nugent, medir pH e dosar D-lactato e L-lactato em conteúdo vaginal de mulheres com diagnóstico de lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL) , lesão intraepitelial de alto grau (HSIL) e câncer escamoso de colo uterino (CEC) e de pacientes sem lesões. Métodos: Estudo observacional, transversal, quantitativo e comparativo realizado no Instituto de prevenção do Câncer do Ceará no período de fevereiro/2019 a outubro/2019 abrangendo mulheres selecionadas aleatoriamente com idade entre 18 e 69 anos quando se coletou 80 amostras de conteúdo vaginal distribuídas entre os diagnósticos de LSIL/HSIL/CEC e controles. Antes da colposcopia, confeccionamos lâminas com esfregaços de conteúdo vaginal que foram coradas pela técnica de Gram para leitura observando os critérios de Nugent, medimos pH em parede vaginal lateral direita através de fita indicadora posicionada em contato direto com a mucosa vaginal e colhemos conteúdo vaginal para diluição em tubo plástico contendo 1 ml de PBS. O material foi posteriormente processado para dosagem de D e L-lactato. A análise estatística foi realizada mediante a utilização do programa estatístico GraphPad Prism® e SPSS®. O nível de significância estatística considerado para todas as análises foi p <0.05. Resultados: A amostra representada por 80 pacientes foi dividida entre os seguintes grupos de acordo com os diagnósticos: mulheres sem lesões intraepiteliais ou negativo (23/ 28,75%), LSIL (10/ 12,5%), HSIL (45/ 56,25%), CEC (2/ 2,5%). A média de idade do grupo negativo foi de 46,04 anos, no grupo LSIL foi de 41,7 anos, no grupo HSIL foi de 37,95 anos e no grupo CEC foi de 52,5 anos. Quando correlacionamos os morfotipos de microbiota vaginal e os diagnósticos analisados não observamos resultados estatísticos significantes. Ao avaliarmos a média de pH e os valores de D-lactato os resultados também não foram significantes. Contudo, foi possível demonstrar com valores significativos (p<0,0001) que as mulheres com diagnóstico de HSIL em conjunto com o diagnóstico de câncer apresentam uma maior quantidade de L-lactato no fluido vaginal quando comparado com o grupo controle. Conclusões: Esta constatação nos leva a crer em um importante papel do L-lactato no processo de carcinogênese cervical, necessitando de mais estudos para melhor avaliação.
Abstract: Introduction: Cervical cancer is a highly prevalent disease in the Ceara state’s population. Cervical cancer is closely correlated with the human papillomavirus (HPV) infection, which is considered the primary cause for the development of this type of cancer. Low- and high-grade squamous intraepithelial lesions are consequence of the cytopathic effect of human papillomavirus on the epithelial tissue of the uterine cervix. High-grade squamous intraepithelial lesions (HSILs) are considered to be precursors of cervical cancer. A balanced vaginal microbiome is important for maintaining the female genital tract health and for preventing vulvovaginal infections. Research has shown that HPV-infected women tend to have reduced lactobacilli and greater vaginal microbiota diversity. Local microbial communities can influence the acquisition and persistence of HPV infection, and the subsequent development of cancer. Lactobacilli acidify the vagina through the production of 1% lactic acid in a nearly racemic mixture of D and L isomers. Lactic acid is one of the main substances in the vaginal cavity, and it is responsible for maintaining the pH levels between 3.5 and 4.5. These pH levels are considered ideal for keeping female genital health. Lactobacilli produce lactic acid in its levogyre (L) and / or dextrogyre (D) form, while vaginal epithelial cell only produces lactic acid in the levogyre isomeric form (AcL-L), and in small concentrations. Each lactic acid isomer has specific properties in vaginal homeostasis. D-lactate has a greater protective activity against vaginal dysbiosis. L-lactate has immune properties such as stimulation of IL-23 / IL-17, induction of pro-inflammatory cytokines in epithelial cells when synthetic viral RNA is present, tumor angiogenesis induction, and bacterial growth inhibition. The great number of HPV infection and cervical cancer, and the impact of these diseases in the Brazilian female population reinforce the need and importance of research in this study area. Objective: To evaluate the microbiota vaginal, using Gram bacterioscopy and Nugent score, and to measure pH, D-lactate, and L-lactate in vaginal content of health women (no lesions), and of women diagnosed with LSIL, HSIL, cervical cancer. Methods: This observational, cross-sectional, quantitative and comparative study was conducted at the Ceara Cancer Prevention Institute during the period from February 2019 to October 2019. The randomly selected sample was composed of the vaginal content of 80 women with ages between 18 and 69 years old, with different diagnosis, including control, LSIL, HSIL, and cervical cancer. Before colposcopy, we made slides with vaginal content smears that were stained by the Gram technique for reading observing the Nugent criteria. We have also measured pH on the right lateral vaginal wall using an indicator tape positioned in direct contact with the vaginal mucosa. In addition, we collected vaginal content for dilution in a plastic tube containing 1 ml of PBS. The material was subsequently processed to measure D and L-lactates. Statistical analysis: Statistical analysis used the software GraphPad Prism® and SPSS®. The level of statistical significance considered for all analyzes was p-value <0.05. Results: The 80 patient sample was stratified into the following diagnostic groups: women without intraepithelial lesions or negative (23/ 28.75%), LSIL (10/ 12.5%), HSIL (45/ 56, 25%), CEC (2/ 2.5%). The mean age of the negative group was 46.04 years old, of the LSIL group was 41.7 years old, of the HSIL group was 37.95 years old, and of the CEC group it was 52.5 years old. There were no observed statistically significant results when correlating the studied diagnosis with the vaginal microbiota morphotypes, with the mean pH, and with the D-lactate. However, it was possible to demonstrate with statistically significant results (p-value <0.0001) that women diagnosed with HSIL plus cancer diagnosis have a higher amount of L-lactate in the vaginal fluid when compared to the control group. Conclusions: This finding indicates that the L-lactate plays an important role in the process of cervical carcinogenesis, requiring further investigation for better characterization and analysis.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/57533
metadata.dc.type: Dissertação
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