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dc.contributor.authorCarvalho, Francisco Gilmar Cavalcante de-
dc.date.accessioned2020-01-21T14:35:23Z-
dc.date.available2020-01-21T14:35:23Z-
dc.date.issued1984-
dc.identifier.citationCARVALHO, Francisco Gilmar Cavalcante de. Imprensa no Ceará - situação atual. In: MELLO, José Marques de; GALVÃO, Waldimas Nogueira (orgs.). Jornalismo no Brasil contemporâneo. São Paulo: Departamento de Jornalismo e Editoração, Escola de Comunicação e Artes/USP, 1984. p. 67-80.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/49432-
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.publisherDepartamento de Jornalismo e Editoração, Escola de Comunicação e Artes/USPpt_BR
dc.subjectImprensa cearense - Históriapt_BR
dc.subjectJornalismopt_BR
dc.subjectJornalismo cearensept_BR
dc.subjectMeios de comunicaçãopt_BR
dc.titleImprensa no Ceará - situação atualpt_BR
dc.typeCapítulo de Livropt_BR
dc.description.abstract-ptbrFalar na situação atual da imprensa cearense implica em retroceder no tempo para uma visão geral de seu quadro histórico. A imprensa cearense tem uma tradição libertária. Ela veio como instrumento da propagação das idéias da Confederação do Equador, o movimento separatista responsável por páginas de heroísmo no Primeiro Reinado. O Governo de Pernambuco, ao despachar para o Ceará o equipamento gráfico a bordo da nau "Maria Zeferina", buscava encontrar, através da mídia imprensa, o indispensável apoio a seus ideais. Com a imprensa, o Ceará ganhou uma de suas legendas, o Padre Mororó, editor do Diário do Governo do Ceará, morto em 1825 no Passeio Público. Era o batismo de sangue deste instrumento das manifestações de ideias entre nós. A verdade é que a imprensa cearense conservou, durante muito tempo, este traço de rebeldia, contestação, inquietude. Os jornais se organizavam e deixavam de circular com muita facilidade. Eram muito circunstanciais. Atingido o objetivo proposto, que podia ser político ou difamatório, pornográfico ou comercial, não fazia muito sentido mantê-Io vivo. A falta de um público maior e os anseios da elite intelectual em formação de se manifestar, também se reflete nos movimentos literários, de que a Padaria Espiritual, com seu jornal O Pão, é o exemplo mais perfeito e acabado, o mais significativo. Esta tradição libertária pontifica no mal do século na imprensa abolicionista. Neste sentido, o jornal O Libertador foi decisivo na eclosão da abolição dos escravos no Ceará. Pelo que representou como apoio à propaganda dos ideais de libertação dos cativos. Embora ligados a partidos e defendendo, enfaticamente, programas e ideais, a imprensa cearense pode ser considerada democrática pela diversidade de opiniões manifestadas, pela pluralidade de posições assumidas, pela atuação voltada para várias questões da maior importância. Outro ponto a considerar é a pulverização de publicações por todo o Ceará, quando se fazia menos notar a centralização excessiva que Fortaleza passou a exercer a partir do início deste século. O Barão de Studart, historiador da imprensa cearense, conseguiu arrolar cerca de 1.435 títulos de publicações editadas no Ceara, de 1824 a 1924. Jornais, pasquins, panfletos eram uma forma de atividade e manifestações dessa época. As dificuldades de organizar uma empresa jornalística, vigentes hoje, não se faziam sentir. Este mergulho no passado serve de balizamento para o que vai ser dito depois. O importante a ser registrado, além de ser um elemento provocativo, pela contundência de seu discurso e pela coerência entre vida e trabalho dos jornalistas, é que a imprensa não sofria concorrência de meios de comunicação de massa. Hoje, ela sofre restrições e se confina a uma faixa de formação da opinião pública, com caráter documental e sem o comando do espetáculo, decididamente transferido para outros veículos da chamada indústria cultural.pt_BR
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