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Título: Fantasias Lusotropicais: uma livre resposta a visão carnavalesca das raízes do Brasil
Autor(es): Valentin, Thierry
Palavras-chave: Racismo
Imaginário social
Cultura e Sociedade
Identidade social
Data do documento: 2006
Editor: Edições UFC
Citação: VALENTIN, Thierry. Fantasias Lusotropicais: uma livre resposta a visão carnavalesca das raízes do Brasil. In: HENRIQUES, Júlia Maria Pereira de Miranda; PORDEUS JÚNIOR, Ismael de Andrade; LAPLANTINE, François (orgs.). Imaginários sociais em movimento: oralidade e escrita em contextos multiculturais. Lyon, França, Universidade de Lyon 2; Fortaleza, Brasil: Edições UFC; Campinas, Brasil: Pontes Editores, 2006. p. 275-280.
Resumo: Há alguns dias, li na Internet uma tribuna livre publicada no Jornal do Brasil, onde um famoso carnavalesco carioca, Fernando Pamplona, dava sua opinião sobre o atual crescimento do debate racial no Brasil, mais particularmente em torno da implantação de políticas de ação afirmativa dentro de certas universidades. A posição do autor, visivelmente homem de esquerda e humanista, se aproximava a de alguns intelectuais ou artistas que, apesar de reconhecer a permanência de mecanismos políticos, sociais e econômicos de marginalização de uma grande parte da população brasileira "não branca", tentam revelar e criticar as contradições inerentes à uma tentativa de combate ao racismo utilizando, e potencialmente reforçando, uma representação da raça reificada como a dos seus adversários. Não trabalhando diretamente sobre esta temática de quotas, tenho ainda, como antropólogo e como cidadão, algumas dificuldades a definir uma posição intelectual pessoal no meio desse verdadeiro campo de mina em construção. Fiz então uma leitura superficial desse artigo. Mas um dos argumentos colocados pelo autor me fez rapidamente voltar ao meu próprio campo de pesquisa e as suas possíveis relações com os debates contemporâneos sobre o racismo no Brasil: no mesmo momento que ele cita a existência, ao Rio de janeiro, de um Dia da Consciência Negra, Pamplona se pergunta também "Por uma questão de equidade democrática: quantos feriados teremos para os dias da consciência judaica, asiática ou do super marginalizado caboclo mameluco do Norte e do Nordeste?". Enquanto pesquisador das populações ditas caboclas na Amazônia, essa pergunta me intrigou imediatamente. Ao reler novamente o artigo, achei então várias ambiguidades fIagrantes, as quais pensei construir meu texto, não somente em diálogo direto com o autor do artigo (o qual eu conheço pouco a personalidade e o trabalho artístico), mais também criticando certos traços constantes do discurso sobre as populações dos sertões do Brasil, e da Amazônia em particular.[...]
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/44765
Tipo: Capítulo de Livro
ISBN: 85-7113-232-1
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