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dc.contributor.advisorCoutinho, Fernanda Maria Abreu-
dc.contributor.authorNascimento, Marlúcia Nogueira do-
dc.date.accessioned2019-03-07T17:40:40Z-
dc.date.available2019-03-07T17:40:40Z-
dc.date.issued2018-
dc.identifier.citationNASCIMENTO, Marlúcia Nogueira do. De paisagens e infâncias em Ondjaki ou uma poética dos anos 80. 2018. 232f. - Tese (Doutorado) - Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-graduação em Letras, Fortaleza (CE), 2018.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/40129-
dc.description.abstractThis thesis deals with the relation between the configuration of spaces and childhood as an idyllic and lasting time in the narratives Bom dia camaradas (2001), Os da minha rua (2007) and AvóDezanove e o segredo do soviético (2008), by Ondjaki. The research aims at examining the representation of the spaces habitually frequented by the protagonist - home, school and street - and its relation with the sense of childhood built from the recollection of the environment of the 80s, having as reference the conception of childhood thought by Bachelard (1961) and the notion of chronotope conceived by Bakhtin (1975). It also aims at observing how Ondjaki approaches social and political dissensions in Angola from the narrator's point of view, which associates humor, lightness and lyricism. The bibliographic research prioritizes the comparative and interpretative analysis of the works of the corpus among them, placing them within the scope of the prose production of Angolan literature that contemplates children's characters in the antecedent period and the concomitant to the wars, notably A cidade e a infância (1960), by Luandino Vieira, and Quem me dera ser onda (1982) by Manuel Rui. First, an exposition of the theoretical apparatus about the categories of childhood (ARIÈS, 1960; KOHAN, 2003; POSTMAN, 1999) and space (TUAN, 1977; BACHELARD, 1957; COLLOT, 2012, 2013), as well as the presence of children's issues associated with the context of wars in Angolan literature, introducing issues that guide interpretive and comparative reading. Afterwards, the works of the corpus are analyzed, whose reading shows that: the plots are based on the affective bond maintained by the narrator with the places and the landscapes, extending to the people with whom he shares the coexistence; the social and political issues are approached from a neutral and ambiguous point of view, resulting from the simulation from the point of view of the child, associating with it the metaphorical construction of a new reality, through symbologies like rain, in Bom dia camaradas, and the explosion in AvóDezanove; there are many spaces and faces of childhood in Angolan fiction, among them, the child-soldier, the pioneer, the man in the future, marked by the mission of building the future of the country; places and landscapes embrace one's own sense of childhood as idyllic and permanent time inseparable from living space, thus becoming a chronotope.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectLiteratura Angolanapt_BR
dc.subjectOndjakipt_BR
dc.subjectInfânciapt_BR
dc.subjectSpacept_BR
dc.subjectLandscapept_BR
dc.titleDe paisagens e infâncias em Ondjaki ou uma poética dos anos 80pt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.description.abstract-ptbrEsta tese aborda a relação entre a configuração dos espaços e da infância como tempo idílico e perdurável nas narrativas Bom dia camaradas (2001), Os da minha rua (2007) e AvóDezanove e o segredo do soviético (2008), de Ondjaki. A pesquisa propõe-se a examinar a representação dos espaços habitualmente frequentados pelo protagonista – casa, escola e rua – e sua relação com o sentido de infância construído a partir da rememoração do ambiente dos anos 80, tendo como referência a concepção de infância pensada por Bachelard (1961) e a noção de cronotopo concebida por Bakhtin (1975). Visa ainda à observação de como Ondjaki aborda dissensões sociais e políticas de Angola a partir do ponto de vista infantil do narrador, que associa humor, leveza e lirismo. A investigação, de caráter bibliográfico, prioriza a análise comparativa e interpretativa das obras do corpus entre si, situando-as no âmbito da produção em prosa da literatura angolana que contempla personagens infantis no período antecedente e no concomitante às guerras, notadamente A cidade e a infância (1960), de Luandino Vieira, e Quem me dera ser onda (1982), de Manuel Rui. Primeiro, efetua-se uma exposição do aparato teórico acerca das categorias infância (ARIÈS, 1960; KOHAN, 2003; POSTMAN, 1999) e espaço (TUAN, 1977; BACHELARD, 1957; COLLOT, 2012, 2013), assim como da presença da temática da infância associada ao contexto das guerras na literatura angolana, introduzindo questões que guiam a leitura interpretativa e comparativa. Em seguida, procede-se à análise das obras do corpus, cuja leitura evidencia que: os enredos estão pautados no vínculo afetivo mantido pelo narrador com os lugares e as paisagens, estendendo-se às pessoas com quem partilha a convivência; as questões sociais e políticas são abordadas sob uma ótica de neutralidade e ambiguidade, resultantes da simulação do ponto de vista da criança, associando-se a isso a construção metafórica de uma nova realidade, por meio de simbologias como a chuva, em Bom dia camaradas, e a explosão, em AvóDezanove; são múltiplos os espaços e as faces da infância na ficção angolana, dentre elas, a da criança-soldado, a do pioneiro, a do homem em devir, marcadas pela missão de edificar o futuro do país; os lugares e as paisagens abarcam o próprio sentido de infância como tempo idílico e permanente indissociável do espaço vivido, configurando-se, assim, como cronotopo.pt_BR
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