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dc.contributor.advisorPaulino, Antonio George Lopes-
dc.contributor.authorMendes, Virzângela Paula Sandy-
dc.date.accessioned2019-01-28T12:00:54Z-
dc.date.available2019-01-28T12:00:54Z-
dc.date.issued2018-
dc.identifier.citationMENDES, Virzângela Paula Sandy. Trajetórias de jovens do perímetro Curu-Paraipaba: histórias de rupturas e continuidades ao longo de gerações. 2018. 276f. Tese (Doutorado) - Universidade Federal do Ceará, Centro de Humanidades, Programa de Pós-graduação em Sociologia, Fortaleza, 2018.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/39280-
dc.description.abstractThe present study parts from the following question: how does the youth of the Curu- Paraipaba Perimeter weave their trajectories in a context where family farming, the purpose of being in the Perimeter, has been suffering modifications/ruptures that might configure the discontinuity of this traditional model? In front of the aging of the settlers secured by the Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), the "selling" our abandomnent of agricultural units, the difficulties related to agricultural production, could it be the end of family farming in the context of the studied Perimeter? To develop this research, we began from the narratives of settlers and their children about their arrival to the Perimeter, the adaptation, the strangement, in other words, the daily life experienced by them during the time of the cane. Through these narratives it was possible to realize that, during this time, the settlers underwent a process of socialization fomented by the authoritative power of DNOCS. In the ambit of the family, socialization was marked by the intense agricultural work, the involvement of all the members (including women, teenagers and children), approximating them to a tradicional farming model. The "agricultural work" was an educational model that was essencial to the formation and transmission of knowledge from parents to their children, that is, the work is related to a moral aspect. Through a preliminary analysis of the narratives of settlers's children, it is possible to infer that the model of "being a farmer" has been changing. One of the reasons is the restrict size of the lot area, which causes the children to look for other forms of survival. Those areas, destined to only one family, were changed too by an "inheritance division" between the heirs. During the thesis' discussions we saw that the Perimeter went through significative transformations on the time of the coconut, especially because the end of barriers by the implementation of the Sol Poente Road. Those configurations certainly reverberate in the trajectories of young people and outline their life projects. Other opportunities of insertion in the world of work are presented to these young people with the access to school favoring and encouraging the elaboration of projects that can signify a rupture with traditional family farming work. Being a farmer or "working in the farm" is the punishment of who doesn't study, the fate doomed by the meritocracy. However, the juvenile experiences are diverse and plural and depend on the conditions that perpass the invididual will of those subjects, that is, the desired future isn't always the possible future, it isn't always that the projects fomented by school and encouraged by the parents (a higher education) is viable to all the youths, children or grandchildren of farmers.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectJuventudespt_BR
dc.subjectAgricultura familiarpt_BR
dc.subjectTrajetóriaspt_BR
dc.titleTrajetórias de jovens do perímetro Curu-Paraipaba: histórias de rupturas e continuidades ao longo de geraçõespt_BR
dc.typeThesispt_BR
dc.description.abstract-ptbrO presente estudo parte de uma inquietação: como os jovens do Perímetro Curu-Paraipaba tecem suas trajetórias num contexto em que a agricultura familiar, finalidade de ser do Perímetro, vem sofrendo modificações/rupturas que possivelmente configuram a descontinuidade desse modelo tradicional? O envelhecimento dos colonos assentados pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), a “venda” ou o abandono das unidades agrícolas, as dificuldades relacionadas à produção agrícola, constituem fatores que apontam para o fim da agricultura familiar no contexto do Perímetro estudado? Para desenvolver essa pesquisa, foram tomadas como ponto de partida narrativas de colonos e filhos dos mesmos sobre a chegada ao Perímetro, a adaptação e o estranhamento, ou seja, o cotidiano vivenciado por eles e elas no tempo da cana. Através dessas narrativas foi possível perceber que, nesse tempo, os colonos passaram por um processo de socialização fomentado pelo poder autoritário do DNOCS. No âmbito da família, a socialização era marcada pelo intenso trabalho agrícola, com o envolvimento de todos os membros (inclusive mulheres, jovens e crianças), aproximando-os de um modelo camponês tradicional. O “trabalho na agricultura” tratava-se de um modelo educativo essencial na formação e transmissão de saberes dos pais para seus filhos. Assim, o trabalho está relacionado a um aspecto moral. A partir da análise preliminar das narrativas dos filhos de colonos, é possível aferir que esse modelo de “ser agricultor” vem se modificando. Uma das razões se dá pelo tamanho restrito da área do lote, o que obriga os filhos a buscarem outras formas de sobrevivência. Essas áreas, destinadas a uma só família, foram modificadas, também, desde a “divisão do patrimônio” entre os membros herdeiros. No processo de análise, observou-se que o Perímetro passou por significativas transformações no tempo do coco, sobretudo pelo fim das cancelas, com a implantação da Estrada do Sol Poente. Essas configurações certamente repercutem nas trajetórias juvenis e delineiam projetos de vida. Outras oportunidades de inserção no mundo do trabalho se apresentam a esses jovens, sendo que o acesso à escola favorece e incentiva a elaboração de projetos que podem significar o rompimento com a tradição de trabalho familiar na agricultura. Ser agricultor ou “trabalhar na roça”, segundo relatos analisados, é o castigo de quem não estuda, é o destino sentenciado pela meritocracia. Contudo, as experiências juvenis são diversas e plurais e dependem de condições que extrapolam a vontade individual desses sujeitos, porque nem sempre o futuro desejado é o futuro possível. Nem sempre o projetos fomentado pela escola e incentivado pelos pais – cursar o Ensino Superior – é viável para todos os jovens, filhos ou netos de agricultores.pt_BR
Appears in Collections:PPGS - Teses defendidas na UFC

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