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Title in Portuguese: Desfechos obstétricos e neonatais de parturientes submetidas à indução e/ou condução do trabalho de parto com ocitocina
Author: Furtado, Marilia Alves
Advisor(s): Damasceno, Ana Kelve de Castro
Co-advisor(s): Coelho, Tatiane da Silva
Keywords: Ocitocina
Trabalho de Parto
Obstetrícia
Issue Date: 2018
Citation: FURTADO, M. A. Desfechos obstétricos e neonatais de parturientes submetidas à indução e/ou condução do trabalho de parto com ocitocina. 2018. 69 f. Monografia (Graduação em Enfermagem) – Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2018.
Abstract in Portuguese: Introdução: A indução do trabalho de parto consiste na utilização de métodos mecânicos ou farmacológicos para artificialmente iniciar as contrações uterinas maternas, em mulheres com indicação para parto vaginal e que possuam alguma indicação para interromper a gestação. Além da indução, há ainda a condução do parto, que se refere à estimulação das contrações uterinas espontâneas para a aceleração do trabalho de parto (TP), ou quando essas contrações são consideradas ineficazes. A ocitocina é o método mais utilizado para indução ou condução do parto no mundo. No entanto, a ocitocina não é uma substância livre de riscos maternos e fetais. O maior risco associado ao uso da ocitocina é a ocorrência de sofrimento fetal, devido à taquissistolia uterina. Assim, a relevância do estudo foi em trazer à luz os principais desfechos do parto de mulheres e fetos em uso da ocitocina, e quais as dosagens utilizadas associadas a tais desfechos, permitindo assim o reconhecimento de complicações advindas do seu uso, ajudando no julgamento clínico sobre qual dosagem ideal para a indução ou condução do trabalho de parto. Objetivos: Analisar o desfecho do parto de parturientes com gestação a termo que foram submetidas à indução/condução do TP com ocitocina, verificar os desfechos quanto ao tipo de parto, identificar a ocorrência de eventos adversos e correlacionar as condições maternas e neonatais após o parto com o uso da ocitocina. Metodologia: Estudo do tipo descritivo, exploratório, documental, com abordagem quantitativa, através da análise dos prontuários das pacientes de baixo risco, com gestação a termo, submetidas à indução ou condução do TP com ocitocina no ano de 2017, na Maternidade Escola Assis Chateaubriand. Foram excluídas mulheres que fizeram uso do Misoprostol concomitantemente. Os dados foram analisados por meio do programa estatístico SigmaSTAT 3.5, utilizando-se os testes adequados. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em pesquisa da Maternidade Escola Assis Chateaubriand. Resultados: O estudo conta com 113 pacientes, das quais a idade média foi de 23,7 anos, sendo a maioria proveniente da capital (77,8%) e solteiras (60%). Quanto à paridade, 61,9% das pacientes eram primíparas. A idade gestacional média da população se situou em torno de 39 semanas e 4 dias. A maior causa de indicação médica para o uso da ocitocina foi para a condução do parto devido à distócia motora (69,9%), seguido de indicação para a indução do TP. Quanto ao tempo de indução/condução, a duração média se situou em torno de 3,06 horas e a duração do TP durou em média 9,05 horas. Quanto à vazão de infusão da droga, 97,34% das pacientes teve a infusão inicial da droga de 6mL/h. A vazão final de ocitocina predominante foi também a de 6ml/h, correspondendo a 39,82% das pacientes. Quanto à ocorrência de taquissistolia uterina, 8,3% das pacientes apresentaram a condição. A ocorrência 9 de náuseas e vômitos foi o segundo principal efeito adverso materno durante a infusão da droga. Em relação à analgesia do TP, 15% das pacientes necessitaram dessa técnica, sendo que 73,3% tiveram a realização da analgesia antes do uso da ocitocina. Quanto ao desfecho do parto, 64,6% das pacientes evoluíram para o parto vaginal, com 28,3% das pacientes submetidas à operação cesariana. Em relação aos neonatos, 1,77% apresentou APGAR menor que 7 no 5º minuto, 15,9% necessitou do uso de O2, 14,2% foi internado em UTI neonatal e 40,5% apresentou mecônio ao nascimento. A variável que teve maior influência na ocorrência da internação em UTI neonatal foi o número de gestações (p=0,018), e a variável que mais influenciou o desfecho do parto foi a duração do TP com valor de p=0,014. O tempo de indução foi a variável que mais influenciou a ocorrência de taquissistolia (p=0,037). Conclusão: A ocitocina teve uma taxa de sucesso em alcançar o parto vaginal em 64,6% das pacientes. Quanto aos desfechos, o principal desfecho materno com o uso da droga foi a ocorrência de taquissistolia uterina (8,3%), e o principal desfecho neonatal foi a presença de mecônio ao nascimento (40,5%), seguindo de uso de O2 (15,9%).
Abstract: Introduction: The induction of labor consists in the use of mechanical or pharmacological methods to artificially initiate maternal uterine contractions in women with indication for vaginal delivery and who have some indication to interrupt gestation. In addition to induction, there is also the augmentation of labor, which refers to the stimulation of spontaneous uterine contractions for the acceleration of labor, or when these contractions are considered ineffective. Oxytocin is the most widely used method of induction or augmentation in the world. However, oxytocin is not a substance free from maternal and fetal risks. The greatest risk associated with the use of oxytocin is the occurrence of fetal distress due to the occurrence of uterine tachysystole. Thus, the relevance of the study was to bring to light the main outcomes of the delivery of women and fetuses in oxytocin use, and the dosages used associated with such outcomes, thus allowing the recognition of complications arising from its use, aiding in clinical judgment on which ideal dosage for labor induction or augmentation. Objectives: To analyze the outcome of delivery of full-term parturients who were submitted to induction / augmentation of labor with oxytocin, to verify the outcomes regarding the type of delivery, to identify the occurrence of adverse events related to oxytocin use and to correlate the postpartum maternal and neonatal conditions with oxytocin. Methodology: The study was descriptive, exploratory, documental, with a quantitative approach, through the analysis of the medical records of low risk patients with full term gestation, submitted to the induction or augmentation of labor with oxytocin in 2017, at Maternidade Escola Assis Chateaubriand. Women who used Misoprostol were excluded. Data were analyzed using the statistical software SigmaSTAT 3.5, using the appropriate tests. The project was approved by the Research Ethics Committee of Maternidade Escola Assis Chateaubriand. Results: The study has 113 patients, of which the mean age was 23.7 years, the majority coming from the capital (77.8%) and single (60%). Regarding parity, 61.9% of the patients were primiparous. The mean gestational age of the population was around 277 days. The major cause of medical indication for oxytocin use was for the delivery of labor due to motor dystocia (69,9%), with second place for induction. Regarding the time of induction / augmentation, the average duration was around 184 minutes and the duration of the labor lasted on average 543 minutes. Regarding the infusion rate of the drug, 97.34% of the patients had the initial infusion of the drug of 6mL / h. The final oxytocin flow rate was also 6 mL / h, corresponding to 39.82% of the patients. Regarding the occurrence of uterine tachysystole, 8.3% of the patients presented the condition. The occurrence of nausea and vomiting was the second major maternal adverse effect during infusion of the drug. Regarding labor analgesia, 11 15% of the patients needed the technique, and 73.3% had analgesia before using oxytocin. Regarding the outcome of delivery, 64.6% of the patients evolved to vaginal delivery, with 28.3% of the patients submitted to cesarean section. Regarding neonates, 1.77% presented APGAR less than 7 in the 5th minute, 15.9% needed O2 use, 14.2% were admitted to ICU and 40.5% presented meconium at birth. The variable that had the greatest influence on the occurrence of neonatal ICU admission was the number of pregnancies (p = 0.018), and the variable that most influenced the outcome of the delivery was the duration of the labor with a value of p = 0.014. Induction time was the variable that most influenced the occurrence of tachysystole (p = 0.037). Conclusion: Oxytocin had a success rate in achieving vaginal delivery in 64.6% of the patients. Regarding the outcomes, the main maternal outcome with the use of the drug was uterine tachysystole (8.3%), and the main neonatal outcome was the presence of meconium at birth (40.5%), followed by use of O2 (15.9%).
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/37709
metadata.dc.type: TCC
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