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Title in Portuguese: As diferenças no contexto da educação infantil: estudo da prática pedagógica
Author: Soares, Cristina Façanha
Advisor(s): Figueiredo, Rita Vieira de
Keywords: Professor de Educação Infantil
Educação Permanente
Educação Inclusiva
Prática de Ensino
Issue Date: 2011
Publisher: http://www.teses.ufc.br
Citation: SOARES, Cristina Façanha. As diferenças no contexto da educação infantil: estudo da prática pedagógica. 2011. 248f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal do Ceará, Faculdade de Educação, Programa de Pós-graduação em Educação Brasileira, Fortaleza-CE, 2011.
Abstract in Portuguese: Este estudo trata da construção de práticas pedagógicas no contexto da escola inclusiva e buscou identificar e analisar o desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas na Educação Infantil. Teve com suporte teórico, autores que investigaram a teoria da mudança (CROZIER e FRIEDBERG, 1977; FULLAN, 2000-2006; FULLAN e HARGREAVES, 2000: 2001; THURLER – 1994; 2001), permitindo compreender as mudanças e resistências identificadas nas ações pedagógicas dos sujeitos da pesquisa; a teoria do desenvolvimento do ser humano respaldado em Piaget (1964; 1965; 1973; 1994), especialmente a equilibração como mecanismo interno do desenvolvimento e o papel da afetividade no processo de construção de conhecimento; a teoria sócio-construtivista do desenvolvimento na perspectiva de Vygotsky (1987: 1988); Doise & Mugny (1981) e o papel do conflito cognitivo segundo Lafortune (2004); Lafortune, Martin et Doudin, (2004). A pesquisa colaborativa foi empregada como abordagem metodológica contando com os seguintes procedimentos: acompanhamento individual, acompanhamento colaborativo e entrevistas por meio de grupos focais. Os sujeitos da pesquisa foram seis professoras da educação infantil de uma escola pública do município de Fortaleza. Os resultados indicaram que na fase inicial da pesquisa as práticas pedagógicas das professoras se apresentavam no sentido oposto ao que seriam consideradas como práticas inclusivas. Eram prioritariamente diretivas, centradas na lógica dos saberes e conhecimento do professor. Um dos fatores impeditivos à prática inclusiva repousava na concepção que as professoras tinham de criança como reprodutora do conhecimento. Através do acompanhamento colaborativo foi possível fomentar uma reflexão sobre o fazer pedagógico, no sentido de ajudá-las a perceber as crenças que apóiam as suas práticas. Foi fundamental pensar a formação junto ao acompanhamento das práticas, o que potencializou uma reflexão na e sobre a ação. Diante das intervenções desenvolvidas ao longo da pesquisa foi possível constatar um avanço das professoras nos seguintes aspectos: um movimento de evolução no desenvolvimento profissional; uma atitude mais reflexiva em relação à prática pedagógica; uma atitude de maior aceitação e acolhimento por parte das professoras em relação as crianças com deficiência; a presença de estratégias que visam o desenvolvimento da autonomia das crianças; a diversificação das práticas pedagógicas. Tais mudanças ocorreram em tempos e intensidades distintas, considerando as singularidades e as diferenças de percursos de cada uma. Destacamos como propulsor das mudanças; o acompanhamento colaborativo, principalmente pelo suporte dado as professoras, trazendo um aspecto essencial a formação docente no sentido de criar uma comunidade aprendente partindo das experiências concretas dos profissionais. Apesar das mudanças provocadas ao longo da pesquisa consideramos que não foram suficientes no sentido de romper totalmente com as práticas diretivas na educação infantil e nem garantir um movimento efetivo na constituição de uma cultura inclusiva. Entendemos que para assegurar uma formação de qualidade é essencial que ela possa acontecer no seio da própria instituição, partindo das experiências concretas dos profissionais, e com apoio e orientação de um parceiro mais experiente a fim de contribuir para uma reflexão e sistematização da prática. Desse modo, o estudo sinaliza que para uma mudança efetiva na prática das professoras da educação infantil para que possa se pautar nos princípios inclusivos requer uma reflexão permanente do seu fazer pedagógico, o que exige repensar a formação continuada no âmbito da escola, e o papel do professor como sujeito aprendente. Nesse sentido, a formação continuada enfrenta o desafio de se transformar para poder garantir as mudanças necessárias para o atendimento às diferenças da sala de aula.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/3002
Appears in Collections:PPGEB - Teses defendidas na UFC

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