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Title in Portuguese: Políticas institucionais de HIV/AIDS no Brasil: resultados de uma pesquisa qualitativa
Title: Institutional policies of HIV / AIDS in Brazil: results of a qualitative research
Author: Costa, Camila de Castro Pereira da
Advisor(s): Kendall, Bernard Carl
Co-advisor(s): Kerr, Ligia Regina Franco Sansigolo
Keywords: Sorodiagnóstico da AIDS
HIV
Política de Saúde
Avaliação em Saúde
Homossexualidade Masculina
Issue Date: 17-Nov-2016
Citation: MOTA, M. F. F. Políticas institucionais de HIV/AIDS no Brasil: resultados de uma pesquisa qualitativa. 2016. 134 f. Tese (Doutorado em Saúde Coletiva) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2016.
Abstract in Portuguese: Esta pesquisa buscou compreender a elaboração e execução da política de diagnóstico de infecção pelo HIV/Aids e suas respostas institucionais a partir de um estudo realizado no Brasil. O nosso objetivo foi analisar o complexo de razões sociais e políticas que podem limitar o acesso ao teste por Homens que fazem Sexo com Homens (HSH), os quais integram as populações-chave para a epidemia. O diagnóstico oportuno do HIV no Brasil tem se apresentado como um desafio para o controle da epidemia, pois cerca de 33% da população testada chega aos serviços de saúde devido aos sintomas de alguma doença oportunista e são diagnosticados já em situação de Aids com baixo CD4 e carga viral alta. Entre esses dados, encontram-se principalmente as populações-chave: HSH, travestis e transexuais. Esse estudo buscou compreender o modo como gestores, profissionais de saúde e as comunidades envolvidas nas respostas ao enfrentamento da Aids (homens que fazem sexo com homens, representantes de organizações não governamentais e pessoas vivendo com HIV) compreendem as razões que interferem na decisão de se testar, conhecer sua sorologia e, se necessário, iniciar a TARV. E, desse modo, contribuir para a redução da transmissão do vírus e promover uma melhor qualidade de vida para as populações que vivem com HIV/Aids. Para desenvolver esse estudo, realizamos uma pesquisa qualitativa utilizando três metodologias: a Avaliação Antropológica Rápida (AAR), entrevistas semiestruturadas e pesquisa de campo a partir dos instrumentos da etnografia em dois serviços de saúde e uma unidade móvel que realiza teste rápido na cidade de Fortaleza. População do estudo: 72 pessoas. Local do estudo: Fortaleza, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. As análises dos materiais e as informações coletadas foram realizadas por meio da sistematização e interpretação das informações, narrativas e dos registros de campo. Resultados: os principais incentivos para a realização do diagnóstico do HIV com resultados junto às populações-chave no Brasil têm sido as ações de oferta do teste realizadas por meio da contribuição das organizações não governamentais. As ONGs têm colaborado para que o diagnóstico oportuno esteja acessível às populações mais afetadas pela epidemia (HSH, travestis e transexuais). As principais limitações associadas à busca pelo teste estão relacionadas à política de Aids, à descentralização dos serviços de saúde no Brasil e à formação dos profissionais de saúde ― ainda imbricadas aos aspectos culturais que envolvem o estigma e os preconceitos que historicamente configuraram os serviços de saúde em relação à Aids, especialmente quando associadas às populações-chave. Outros fatores apontados por gestores e profissionais de saúde também afirmam que o teste rápido não está integrado de forma qualificada à Estratégia Saúde da Família, o que dificulta a oferta e sua integração nos serviços de atenção primária. O histórico social da Aids perpassa a priorização ou não da realização do teste em muitas unidades de saúde. Em nossos resultados, constatamos também que as populações-chave ainda encontram barreiras para acessar os serviços que ofertam o diagnóstico do HIV no Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo após adotada a política de prevenção combinada test and treatment no Brasil. No entanto, quando oportunizado o teste (principalmente em momentos de campanhas), evidencia-se que a população deseja conhecer seu diagnóstico, no entanto encontra barreiras para fazê-lo sistematicamente devido às dificuldades de acesso aos serviços de saúde pública. Nossas análises apontam para a importância de ampliar a oferta do teste por meio da educação continuada junto aos profissionais de saúde e a disseminação de informações específicas sobre testagem junto à população geral e principalmente entre as populações-chave.
Abstract: This research sought to understand HIV testing and policies and its institutional responses among msm in the city of Fortaleza - Ceará. Our objective was to analyze the complex of social and political reasons that may limit access to testing by men who have sex with men (MSM), key populations for the epidemic. Test and timely diagnosis of HIV in Brazil has presented itself as a challenge to the control of the epidemic, since approximately 33% of the population tested arrives at the health services due to the symptoms of some opportunistic infection and are diagnosed with of AIDS with low CD4 And high viral load. This study sought to understand how managers, health professionals, policies experts, and communities involved in responses to HIV/AIDS (men who have sex with men, representatives of nongovernmental organizations and people living with HIV) understand the reasons that interfere in the decision to test. To implement this study, we conducted a qualitative investigation using these methodologies: Rapid Anthropological Assessment (RAA), semistructured interviews and field research from the instruments of ethnography in 02 health services and 1 mobile unit that performs rapid test in the city of Fortaleza. Study population: 72 people. Location of the study: Fortaleza, where the Rapid Anthropological Assessment was carried out with the MSM population and semi-structured interviews with health managers and professionals, representatives of non-governmental organizations and people living with HIV/AIDS. We conducted the field research in Fortaleza, Brasilia, Rio de Janeiro and São Paulo. The analysis of the materials and the information collected was performed through, narratives and field records. Results: the main incentives for conducting HIV diagnosis with effective results in key populations in Brazil have been the offer of the test performed through the contribution of non-governmental organizations. NGOs have collaborated so that the timely diagnosis is accessible to populations most affected by the epidemic (MSM, transvestites and transsexuals). The main limitations for access to the test are associated with AIDS policies, the decentralization of health services in Brazil, and the attitudes of health professionals - still imbricated to the cultural aspects that involve the stigma and prejudices that have historically shaped health services in Brazil related to AIDS, especially when associated with key populations. Other factors pointed out by managers and health professionals affirm that the rapid test is not integrated in the Family Health Strategy, which acces in the primary care services. The social history of Aids and the prioritization testing in many health units. In our results, we also found that key populations still find barriers to testing the Unified Health System (SUS) even after adopting the policy of combined prevention and treatment in Brazil. However, when the test is available (especially during campaigns), it is evident that the population wishes to know its diagnosis, however it finds barriers to do so systematically due to the difficulties of access to public health services. Our analyzes point to the importance of expanding access to testing through continuing education among health professionals and the dissemination of specific information about testing among the population and especially among key populations.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/29476
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