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Title in Portuguese: Caracterização dos distúrbios ácido-base na doença renal crônica avançada : correlação dos seus determinantes com albumina e paratormônio
Title: Characterization of acid-base disorders in advanced chronic kidney disease : correlation of their determinants with albumin and parathyroid hormone
Author: Vasconcelos, Daniele Pinto
Advisor(s): Libório, Alexandre Braga
Keywords: Acidose
Insuficiência Renal Crônica
Ânions
Issue Date: 2014
Citation: VASCONCELOS, Daniele Pinto. Caracterização dos distúrbios ácido-base na doença renal crônica avançada : correlação dos seus determinantes com albumina e paratormônio. 2014. 78 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) - Faculdade de Medicina. Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2014.
Abstract in Portuguese: A doença renal crônica (DRC) causa redução progressiva no bicarbonato sérico. A maioria dos pacientes com acidose metabólica associada à DRC apresenta ânion gap sérico elevado, em razão do acúmulo de ânions não mensurados; no entanto, em muitos pacientes, a DRC também está associada a acidose hiperclorêmica. De acordo com medidas quantitativas dos distúrbios ácido-base, hipercloremia leva à acidose metabólica em virtude da redução no Strong Ion Difference (SID). Previamente foi demonstrado que a hipercloremia tem papel na acidose metabólica em torno de 43% dos pacientes com DRC. Também é conhecido o fato de que acidose metabólica tem efeito deletério na nutrição e na patogênese do hiperparatireoidismo secundário. Diversos estudos demonstram correlação de bicarbonato sérico com albumina sérica e paratormônio (iPTH). Neste estudo, foi investigada a diferença na relação entre os dois principais componentes da acidose metabólica (ânions não mensurados e SID reduzido - hipercloremia) com albumina sérica e iPTH. Um total de 383 pacientes (57,4% masculinos) foi incluído no estudo, realizado na emergência do Hospital Geral de Fortaleza (Brasil). A maioria destes pacientes (n=333, 87%) tinha acidose metabólica e somente 1,8% alcalose metabólica. Dos pacientes com acidose metabólica, 153/333 (46%) tinham acidose metabólica exclusivamente em razão de ânions não mensurados e 180/333 (54%) um componente hiperclorêmico (142 com acidose metabólica mista - ânions não mensurados e hipercloremia – e 38 com acidose metabólica hiperclorêmica pura). Como esperado, pacientes com acidose metabólica registravam níveis reduzidos de albumina sérica (3,5 ± 0,6 vs. 3,2 ± 0,6 g/dL, p=0,026) e iPTH sérico mais elevado, quando comparados com o grupo sem acidose (222,8  52.1 vs. 134,2  46.3 pg/mL, p= 0,006). Pacientes com acidose metabólica exclusivamente por ânions não mensurados tiveram gravidade da acidose similar àqueles pacientes com o componente hiperclorêmico. Albumina sérica foi menor em pacientes com acidose metabólica exclusivamente por ânions não mensurados e iPTH sérico foi mais alto naqueles com componente hiperclorêmico – SID baixo. Uma compreensão detalhada dos componentes de acidose metabólica pode ajudar aos médicos a identificar melhor e predizer quais pacientes terão melhor resposta à terapia em distintas situações clínicas.
Abstract: Chronic kidney disease (CKD) is known to cause a progressive reduction in serum bicarbonate levels. Most patients with CKD-associated metabolic acidosis present a high serum anion gap, due to the accumulation of unmeasured anions; however, in other patients, CKD is associated with hyperchloremic acidosis. According to the quantitative approach to acid-base disorders, hyperchloremia can lead to metabolic acidosis due to a reduction in strong ion difference (SID). Hyperchloremia is known to play a role in metabolic acidosis in up to 43% of CKD patients. Metabolic acidosis is detrimental to nutritional status and contributes to the pathogenesis of secondary hyperparathyroidism. Several studies have found serum bicarbonate to be correlated with serum albumin and serum intact parathyroid hormone (iPTH). The purpose of this study was to assess the relationship between each of the two main components of metabolic acidosis (unmeasured anions and reduced SID due to hyperchloremia) and serum albumin and iPTH, respectively. The final sample consisted of 383 patients (57.4% male) from a large emergency hospital (HGF) in Fortaleza (Brazil). The vast majority (n=333, 87%) had metabolic acidosis and only 1.8% had metabolic alkalosis. Among the former, 153/333 (46%) had metabolic acidosis exclusively due to unmeasured anions and 180/333 (54%) had a hyperchloremic component (142 with mixed metabolic acidosis - unmeasured anions and hyperchloremia - and 38 with pure hyperchloremic metabolic acidosis). As expected, patients with metabolic acidosis had reduced serum albumin levels (3.5  0.6 vs. 3.2  0.6 g/dL, p=0.026) and increased serum iPTH levels, in comparison with those without acidosis (222,8  52.1 vs. 134,2  46.3 pg/mL, p=0.006). Acidosis severity was similar in patients with metabolic acidosis exclusively due to unmeasured anions and patients with a hyperchloremic component. Serum albumin levels were lower in patients with metabolic acidosis exclusively due to unmeasured anions, and PTH levels were higher in patients with a hyperchloremic component - reduced SID. A detailed understanding of the components of metabolic acidosis can help establish a diagnosis and identify patients most likely to respond to alkali therapy in different clinical scenarios.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/10830
metadata.dc.type: Dissertação
Appears in Collections:DMC - Dissertações defendidas na UFC

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